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Nº Páginas: 160
Sinopse:
A liberdade de expressão é essencial para um regime livre e democrático. Posição defendida por grandes nomes da filosofia, como Norberto Bobbio, John Stuart Mill ou Habermas, e pelo actual sistema de defesa e protecção internacional dos direitos Humanos, de que Angola é signatária. Mas a defesa teórica e formal deste princípio não impede a sua destruição por Estados autoritários. É necessário estar atento. Domingos da Cruz comprova a censura e violação sistemáticas da liberdade política em Angola. Esta é uma investigação fundamentada e honesta sobre um país e um regime com conhecidas ligações a Portugal. Fruto de uma tese louvada pela academia, analisa em profundidade os ataques à liberdade de expressão, perpetrados pelo regime angolano. Possivelmente, este ensaio foi mais uma acha para a fogueira que condenou o autor a oito anos de cadeia. Inclui-se uma lista impressionante de histórias verídicas de ataques a jornalistas e activistas dos direitos Humanos, que, algumas vezes, acabaram em assassínio.
Nº Páginas: 136
Sinopse:
A Terra vive um período de alterações climáticas e de aquecimento global. Sabemos que o comportamento humano e as emissões de CO2 associadas contribuem para esse aquecimento. Mas tanto as alterações climáticas como a sua solução foram ampla e excessivamente simplificadas. De uma forma precoce, uma hipótese passou a teoria dominante, proibindo outras hipóteses e enviesando a investigação científica. Com clareza e frontalidade, uma cientista opõe-se ao actual consenso, que considera desvirtuar o método científico e ser determinado por razões políticas. São muitas as incertezas relativas às interacções gravitacionais e magnéticas do sistema solar, aos vulcões subaquáticos, às oscilações oceânicas a longo prazo e, por isso, este é um livro que nos alerta para o perigo de agirmos sem conhecimento: não resolveremos as alterações climáticas e podemos provocar uma catástrofe humana, gerando atraso, pobreza e morte. Judith A. Curry é climatologista e está na linha da frente do movimento climático céptico. Há 40 anos que a sua investigação incide em furacões, detecção remota, modelação atmosférica, climas polares e interacção ar-mar.
Nº Páginas: 232
Sinopse:
Novos movimentos identitários, Radicalismos, linchamentos virtuais e redes sociais: Francisco Bosco analisa o novo espaço público em que vivemos. A luta política tem vindo a radicalizar-se. O debate público ganhou novas vozes, como os movimentos negros ou feministas, e tomou as redes sociais, numa democratização que, ao contrário do que seria de esperar, está a criar um ambiente marcado pela estridência e pela intolerância. Em A Vítima Tem Sempre Razão?, Francisco Bosco, um dos mais brilhantes e argutos pensadores do Brasil actual, analisa este preocupante panorama a que chegámos, provocando ele próprio reacções extremadas, e apresentando outras polémicas muito recentes, como por exemplo: — Os blocos de samba no Rio de Janeiro e em São Paulo que, em 2017, deixaram de tocar grandes clássicos da música brasileira ("Olha a cabeleira do Zézé") por serem considerados preconceituosos; — A mulher branca que foi confrontada por usar um turbante, acusada de apropriação cultural; — Um vídeo de Mallu Magalhães, atacado por fazer uma representação sexualizada dos negros que dançam ao som da música.
Nº Páginas: 216
Sinopse:
Há década e meia, banqueiros, empresários e políticos envolvem-se numa "grande farra" de dívida. Crédito a rodos: a mais básica e antiga atividade dos bancos torna-se a mãe de todos os males da banca portuguesa. Com esse crédito fabricaram-se banqueiros, empresários de sucesso, milionários e poderosos, e até políticos. Quando chegou a conta, os cofres estavam vazios, o capital nunca tinha existido, e os "bons negócios" (feitos por "bons rapazes") tinham produzido pouco mais do que falências em cadeia, dívidas acumuladas e a tentação de aprisionar o país nas malhas de uma nova oligarquia da finança e da política. Em sete anos morreram quatro bancos em Portugal, um deles nas mãos de uma família centenária de banqueiros. O país aproximou-se da bancarrota. E, afinal, para onde foram todos aqueles milhões que financiaram dívidas, partidos, vaidades e falências? É a esta questão - a questão de vários milhares de milhões de euros - que o livro de Helena Garrido, resultado de várias conversas com banqueiros e economistas, responde, abrindo as portas de reuniões secretas, revelando operações financeiras no fio da navalha e mostrando aquilo que os poderosos apanhados na rede não querem admitir: eles sabiam que o edifício estava a ruir, mas, mesmo assim, insistiram em fazer desaparecer o nosso dinheiro. Desde as privatizações até aos nossos dias, ganância, ambição, poder e incompetência orquestraram negócios ruinosos com os depósitos dos clientes. Este é o livro que explica todo o processo de destruição da banca portuguesa - que, aliás, ainda está em curso.
Nº Páginas: 296
Sinopse:
Em dez anos de crise bancária a classe política portuguesa começou por nacionalizar e garantir bancos falidos; mudou de posição prometendo obrigar os banqueiros e os investidores a pagar pelos seus erros. Mas na fase final, o Governo, a Presidência da República, o Parlamento e o Banco de Portugal acabaram por contornar o passado e obrigaram os contribuintes a assumir de novo praticamente todos os custos. As consequências do regime político que Ricardo Salgado moldou à sua maneira, com o apoio dos outros banqueiros, voltaram a pesar fortemente nos bolsos dos portugueses, que são obrigados a pagar as dívidas deixadas na banca nacional pelo menos durante os próximos 40 anos. Uma história em que nenhum político, regulador ou banqueiro é inocente, mas uns são mais culpados do que outros.
Nº Páginas: 168
Sinopse:
Imagine que Portugal saiu do euro. No dia seguinte, como vamos viver com o novo Escudo? Portugal está a ficar sem alternativas. Já vimos que a austeridade não apenas destruiu a economia, como ameaça continuar a destruí-la durante décadas. A reestruturação da dívida - que Francisco Louçã tem defendido - foi sistematicamente recusada. E da União Europeia pouco podemos esperar: o Tratado Orçamental apenas alargará ainda mais o fosso entre o centro da Europa e as suas periferias, entre os ricos e os pobres. O que nos resta então? No contexto actual, mais do que debater a saída de Portugal do Euro - conforme defende há anos João Ferreira do Amaral - assumimos uma hipótese muito realista: a de que Portugal pode não ter outra alternativa. Quer por vontade própria, quer por força das circunstâncias - pois o frágil edifício da moeda única dificilmente resistirá a uma nova crise ou à eternização da actual. A Hipótese Novo Escudo parte assim do contexto em que a saída do Euro seria um facto consumado. Os autores não debatem as vantagens ou desvantagens da opção. Preferem, isso sim, responder aos seguintes problemas concretos: sairemos ou seremos empurrados? E se sairmos, será com ou sem o acordo da União Europeia?
Nº Páginas: 384
Sinopse:
Leitura recomendada por Yuval Noah Harari, Al Gore, Bill Gates e Barack Obama, entre outras personalidades mundiais. Nos últimos 500 milhões de anos, a Terra passou por cinco extinções em massa, nas quais a diversidade da vida no planeta se reduziu drástica e subitamente. Atualmente, e pela primeira vez na História, decorre um processo de extinção em massa provocado por uma única espécie: o Homem. Nos últimos dois séculos, provocámos danos irreparáveis no clima e ecossistema global; como consequência direta, mais de um quarto de todos os mamíferos da Terra está hoje em vias de extinção, tal como acontece com 40% dos anfíbios, um terço dos corais e dos tubarões, um quinto dos répteis e um sexto das aves. Considerado um dos livros de divulgação científica mais relevantes dos últimos anos, "A Sexta Extinção" é leitura recomendada por personalidades como Yuval Noah Harari, Al Gore, Bill Gates ou Barack Obama. Neste seu valioso trabalho, Elizabeth Kolbert combina os resultados de uma extensa investigação no terreno com a história das ideias e o trabalho de geólogos, botânicos e biólogos marinhos, produzindo um documento inédito e, mais do que isso, um apelo urgente para que, repensando o nosso papel no planeta, não deixemos como derradeiro legado uma sexta extinção.
Nº Páginas: 440
Sinopse:
Sob a coordenação de Raquel Varela, os autores deste volume conseguiram cumprir três tarefas principais. Em primeiro lugar, apresentam-nos as diversas variedades da precarização, do empobrecimento e da exclusão social que atualmente ameaçam devastar a sociedade portuguesa. Em segundo lugar, refutam completamente os muitos mitos propagados pelo establishment académico e político. E em terceiro lugar, discutem a necessidade e as dificuldades de uma resistência massiva.
Nº Páginas: 242
Sinopse:
Perante a diversidade actual dos modelos familiares, fará sentido continuar a falar da importância da família? Os valores que cimentaram a História de uma geração devem ser esquecidos ou, pelo contrário, transmitidos aos mais novos? A fragmentação de muitos casais pelo processo de divórcio conduz sempre a um corte emocional com a família alargada, ou pode proporcionar uma reflexão sobre a continuidade dos elos significativos através das diversas gerações? Qual o papel dos avós: transmissores de afectos sem regras ou, pelo contrário, a garantia de continuidade da família? Como se pode educar nos tempos de hoje, em que alguns reclamam mais autoridade e outros parece recearem a palavra?
Nº Páginas: 384
Sinopse:
"Este livro pretende contribuir para que entendamos melhor a política, porque só assim podemos julgá-la com a seriedade que merece. Numa época de indignação que questiona e critica muitas coisas que dávamos por adquiridas, Daniel Innerarity avalia a nossa ideia de política, questionando se não chegou a hora de reequacionar a sua natureza, a quem compete fazê-la, quais as suas possibilidades e limites, se continuam válidos alguns dos habituais lugares-comuns e o que podemos esperar dela."
Nº Páginas: 480
Sinopse:
Henry Kissinger disponibiliza em "A Ordem Mundial" uma reflexão profunda sobre as razões da harmonia internacional e da desordem global. Escrito a partir da sua experiência enquanto um dos mais notáveis estadistas da era moderna - aconselhando presidentes norte americanos, viajando pelo mundo, observando e moldando os eventos mais marcantes da política externa das últimas décadas - Kissinger faz por fim a sua análise do maior desafio do século XXI: como construir uma ordem internacional partilhada num mundo de perspectivas históricas divergentes, conflitos violentos, proliferação tecnológica e extremismo ideológico.
Nº Páginas: 472
Sinopse:
É o maior empresário de futebol do mundo. A revista "Forbes" calcula que em 2016 ganhou 60 milhões de euros em comissões de transferências e que em 2015 foram quase 85 milhões. Entre os seus cerca de 80 clientes estão Cristiano Ronaldo, James Rodriguez, Renato Sanches, Diego Costa, Thiago Silva, Ángel Di María, Radamel Falcao e José Mourinho. Como se tornou este português numa das mais proeminentes figuras da economia global do futebol? Um livro que aborda pela primeira vez a rede de influências construída pelo empresário português Jorge Mendes, na qual encontramos vários dos mais importantes clubes de futebol, presidentes, treinadores, jogadores e até jornalistas. Forte, acutilante, directo, arrojado. Incómodo. Revelador e polémico. Este livro vai fazer-nos mudar a forma de olharmos o futebol mundial. Pippo Russo, jornalista italiano e sociólogo do futebol, fundamentando a sua argumentação em milhares de notícias e documentos, traça a meteórica ascensão de Jorge Mendes: do anonimato ao estrelato.
Nº Páginas: 264
Sinopse:
Em A Nova Inteligência, Daniel Pink mostra que o futuro e o sucesso pessoal e profissional pertencem a um novo perfil de pessoas: os designers, os inventores, os criativos, contadores de histórias, ou seja, todos aqueles cujo raciocínio privilegia o lado direito do cérebro. São pessoas imaginativas, intuitivas, capazes de gerar empatia e emoções. A boa notícia é que todas as pessoas podem desenvolver estas competências, mesmo as que têm um perfil mais racional e lógico. Neste livro, o autor apresenta exercícios simples para treinar o lado direito do cérebro e uma lista interminável de fontes de informação e explicação sobre aqueles que considera serem os novos seis pilares do sucesso: Design, História, Sinfonia, Empatia, Diversão e Sentido.
Edição: Out 2026
Nº Páginas: 160
Sinopse: A Mensagem de São Francisco para o Século XXI. Homenagem de Stefano Mancuso ao Cântico das Criaturas, de São Francisco de Assis, este livro é também um sentido convite para repensarmos o nosso lugar no mundo, entre amor, cuidado e sobriedade. Porque só reconhecendo-nos como parte de uma família maior a da vida poderemos ter esperança de a salvar. Stefano Mancuso inspira-se no Cântico das Criaturas de São Francisco: cada estrofe do texto poético torna-se, de facto, o ponto de partida para contar como o irmão sol, o irmão vento, a irmã água e a mãe terra tornam possível a existência da vida e protegem os seus destinos. Como só o amor e o cuidado por eles, assim como por todos os outros irmãos e irmãs todos seres vivos , permitirão que a nossa espécie sobreviva por muito tempo. E como só o uso modesto dos recursos, que Francisco ordena, é o caminho a seguir para que a vida continue a prosperar com esperanças razoáveis de o conseguir.
Edição: Out 2026
Nº Páginas: 464
Sinopse: Mais de 70 anos volvidos sobre a sua primeira publicação, os temas que Simone de Beauvoir discute neste célebre tratado sobre a condição da mulher continuam a ser pertinentes e a manter aceso um debate clássico. Entretecendo argumentos da Biologia, da Antropologia, da Psicanálise e da Filosofia, O Segundo Sexo revela os desequilíbrios de poder entre os sexos e a posição que as mulheres ocupam no mundo: o feminino defende Beauvoir não é um «destino» biológico, mas uma construção social e cultural através da qual a sociedade patriarcal reduz a mulher a um papel de «outro», subordinado ao homem. Neste Volume 1, num estudo histórico e filosófico, Beauvoir explora a identidade feminina através dos mitos e símbolos; no Volume 2, Beauvoir confronta as representações da mulher na vida real do século xx. O Segundo Sexo é uma obra essencial do feminismo e dos estudos de género, e as suas considerações acerca dos condicionamentos sociais que levam à construção de categorias como «mulher» ou «feminino», e que estão na base da opressão das mulheres, são hoje amplamente aceites.
Edição: Out 2026
Nº Páginas: 152
Sinopse: A mentira sempre conviveu com a política, mas durante muito tempo com pudor. Procurava passar despercebida e não resistia a uma análise atenta. Já não é assim. Vivemos numa época em que a verdade e a mentira têm o mesmo valor nos media. Os factos cederam o lugar às perceções e os líderes deixaram simplesmente sentir necessidade de disfarçar. Neste ensaio incisivo, Luís Paixão Martins parte do colapso do jornalismo, que filtrava a realidade, para mostrar como a mentira se tornou um activo comunicacional poderoso. E por que motivo o público parece estar a gostar de ser iludido. Um diagnóstico lúcido e, em grande medida desconfortável, sobre o tempo em que vivemos.
Edição: Out 2026
Nº Páginas: 216
Sinopse: Dez anos depois, o regresso de Pedro Mexia aos Diários: A MEMÓRIA DE UMA QUEDA Dez anos depois de Malparado (2017), Pedro Mexia regressa aos diários com Zero. Há mais de duas décadas que conhecemos o seu registo: a concisão, a observação irónica, a conclusão melancólica, o diálogo com a literatura e o cinema, as canções como educação sentimental, a vida íntima em vez da vida privada. Este diário em diferido é, no entanto, mais breve, mais obsessivo e mais alegórico do que os volumes anteriores; não «diário de uma crise», como Estado Civil (2009), mas memória de uma queda: o salto confiado numa piscina vazia. «Zero Inventei um conceito: zerificação. Trata-se da capacidade que alguém tem de, seja o que for que outra pessoa faça, considerar, por acção ou omissão, que isso vale zero. E a correspondente incapacidade dessa outra pessoa de causar qualquer espécie de impressão, suscitando apenas o mutismo, a desatenção, a indiferença. Como se tivéssemos zero num exame mesmo antes de fazer o exame.»
Edição: Out 2026
Nº Páginas: 416
Sinopse: Quase tudo foi sujeito a um processo de «merdificação», e a situação não vai resolver-se sem a nossa intervenção. Em 2022, Cory Doctorow, escritor e ativista canadiano, sintetizava na perfeição a decadência das plataformas online na palavra «merdificação», capturando assim a sensação global de um mundo que só piora. Denunciando décadas de políticas ao serviço das plataformas dominantes, Merdificação é um manual para desmontar o esquema exploratório e extrativista das grandes multinacionais de tecnologia e tomar os meios de computação. Aqui reside a última esperança de voltarmos a ter uma Internet ao serviço do bem comum, em lugar do caótico e sombrio poço de misoginia, teorias da conspiração, hipervigilância, manipulação e fraude em que o espaço online se tornou.
Edição: Set 2026
Nº Páginas: 104
Sinopse: A Amadora é uma espécie de limbo, de terra de ninguém. A sua geografiaentalada entre Lisboa, Sintra ,Odivelas e Oeiras, a sua demografia (o concelho com mais densidade populacional do país) e as características da sua História fizeram dela uma cidade especial. É um entre posto suburbano que ganhou o rótulode cidade-dormitório, mas é também uma cidade cheia de vida. Através de seis lugares e de seis entrevistados, este retratoprocura dar a conhecer melhor esse caldo de culturas de onde emergem fenómenos que não se replicam da mesma forma em mais nenhum lugar do país e que vão para além das manchetes sobre criminalidade e bairros problemáticos..
Edição: Set 2026
Nº Páginas: 240
Sinopse: Neste livro, o autor expõe o liberalismo e o fascismo como duas faces da mesma moeda, intrinsecamente ligados e interdependentes, concorrentes para este novo fenómeno. Enquanto conceito, permite antever o terreno pantanoso de pequenas mentiras e meias-verdades que iek percorre na sua mais recente coletânea de ensaios. Da economia e política à ideologia, estes textos exploram as diferentes faces dos fascismos liberais, erigidas em torno da trindade «universal, particular e singular», e revelam como, à semelhança de uma matriosca, a hipocrisia, o autoengano e o real sempre estiveram contidos uns nos outros. Sem oferecer soluções imediatas, mas sem se recusar a pensar o que é turvo e lamacento, estas intervenções são tão oportunas quanto perentórias, e abrem espaço para uma pergunta vital: perante este descalabro, que formas de justiça são possíveis?
Edição: Set 2026
Nº Páginas: 496
Sinopse: Na primavera de 2015 um ilustre desconhecido apresentou, na sede do PS, um exercício nunca antes feito na política portuguesa: um cenário macroeconómico com todas as contas que sustentavam o programa eleitoral com que os socialistas se apresentariam à campanha eleitoral desse ano. Foi nesse momento, rodeado de números e quadros de previsões, que os portugueses ficaram a conhecer Mário Centeno, um economista doutorado nos EUA a quem os jornais chamavam liberal. Poucos meses depois, Centeno ajudava a negociar um acordo histórico que juntou pela primeira vez as esquerdas em Portugal para sustentar um Governo no qual seria ministro das Finanças.
Edição: Set 2026
Nº Páginas: 312
Sinopse: O LIVRO MAIS IMPORTANTE DA DÉCADA. MAX TEGMARK - professor de Física, MIT Em 2023, centenas de figuras destacadas na área da IA assinaram uma carta aberta alertando para o facto de a inteligência artificial representar um sério risco de extinção da humanidade. Desde então, a corrida à IA apenas se intensificou. Empresas e países competem para construir máquinas que serão mais inteligentes do que qualquer pessoa. E o mundo está devastadoramente impreparado para o que poderá acontecer a seguir. Há décadas que dois dos signatários dessa carta Eliezer Yudkowsky e Nate Soares estudam a forma como inteligências mais inteligentes do que os humanos irão pensar, comportar-se e prosseguir os seus objetivos. A sua investigação indica que Ias suficientemente avançadas irão desenvolver metas próprias, que as colocarão em conflito connosco e que, se esse conflito se concretizar, uma superinteligência artificial vencerá. Não será sequer um confronto renhido. Como poderia uma máquina superinteligente exterminar a nossa espécie? Por que razão o faria? Chegaria sequer a querer alguma coisa? Neste livro urgente, Yudkowsky e Soares expõem a teoria e as provas, apresentam um cenário plausível de extinção e explicam o que seria necessário para a humanidade sobreviver. O mundo está em plena corrida para criar algo verdadeiramente novo debaixo do sol. E se alguém o criar, morremos todos.
Edição: Set 2026
Nº Páginas: 656
Sinopse: Ann Rule estava a trabalhar na reportagem mais importante da sua vida: a investigação de um assassino em série brutal. O que ela não sabia era que o homem que procurava era alguém que conhecia bem: Ted Bundy, o seu antigo colega na linha de apoio à prevenção do suicídio, onde haviam trabalhado lado a lado. Bundy parecia ter tudo a seu favor: era bonito, carismático, inteligente e tinha um futuro brilhante pela frente. Licenciado em Psicologia e estudante de Direito, era admirado por muitos, bem-sucedido junto das mulheres e visto como alguém destinado ao sucesso. Por detrás dessa imagem, porém, escondia-se uma realidade inimaginável. A 24 de janeiro de 1989, foi executado depois de confessar o homicídio de pelo menos 36 jovens mulheres. Esta é a história do seu poder de sedução e manipulação, da vida dupla que manteve durante anos, da sua compulsão sombria e do devastador rasto de destruição que deixou. Um relato de uma proximidade desconcertante com o homem que viria a revelar-se um dos criminosos mais conhecidos do século. Íntimo e perturbador, um livro que põe em causa a ideia de que reconheceríamos um monstro se ele vivesse entre nós. «Provavelmente o livro de true crime mais inquietante alguma vez publicado.» The New Yorker «Um clássico incontornável do true crime: íntimo, perturbador e inesquecível tão dramático e arrepiante como uma janela a estilhaçar-se à meia-noite.» The New York Times
Edição: Set 2026
Nº Páginas: 104
Sinopse: A maioria das campanhas eleitorais segue o modelo tradicional há 40anos: arruadas em mercados e feiras, comícios a meio e ao fim do dia, muitas bandeiras, muitos quilómetros de estrada, em troca de alguns minutos de televisão. As redes sociais vieram baralhar este equilíbrio, deslocando a autoridade simbólica dos políticos para a lógica da viralização. E agora? Este livro revela os bastidores das campanhas em Portugal, a partir de entrevistas com políticos, investigadores, especialistas em comunicação e jornalistas. Parte de dois casos bem-sucedidos que marcaram o passo para PS e PSD, sem esquecer exemplos dos pequenos e dos novos partidos nem breves incursões pelo estrangeiro. É um retrato da campanha à portuguesa, a que uns chamam «circo», mas que para outros é uma «peça de teatro nobre».
Edição: Set 2026
Nº Páginas: 408
Sinopse: Em 24 de março de 2021, no remoto norte de Moçambique, militantes do Estado Islâmico atacaram a pequena e paradisíaca cidade litoral de Palma - estrategicamente insignificante, não fosse pelos vastos campos de gás offshore que atraíram 50 mil milhões de dólares em investimentos estrangeiros. Enquanto os atacantes avançavam pela cidade matando civis, um grupo de homens, mulheres e crianças - incluindo 80 operários da construção de uma usina de gás - barricou-se dentro de um hotel à espera de resgate. Um complexo de petróleo e gás, defendido por helicópteros e mil soldados, estava a poucos minutos de distância. Mas a ajuda nunca chegou. Cinco anos depois, a fascinante e meticulosa reconstrução de Alex Perry revela um fiasco oculto e sem precedentes. A sua investigação leva-o à volta do mundo, da Europa aos Estados Unidos e de regresso a África, enquanto rastreia os operários, mercenários, bilionários e espiões corporativos que podem lançar luz sobre esta indústria. À medida que as revelações se acumulam e as mentiras se multiplicam, Alex Perry vê-se envolvido num drama jurídico e num escândalo político explosivo.
Edição: Set 2026
Nº Páginas: 152
Sinopse: Quarenta e dois anos, solteiro, sem filhos, e há um ano à deriva no clima glacial das aplicações de engate: é daqui que parte Martin Desrosiers para uma viagem tão divertida quanto inquietante ao mundo dos encontros mediados por algoritmos. Entre sessões de swiping compulsivo, encontros falhados e conversas com namoradas virtuais, vai construindo o processo das aplicações ora réu, ora cúmplice e, com elas, o retrato de uma época que prefere tornar-se desejável a aprender a desejar. Convocando Ovídio e Aristóteles, Balzac e Houellebecq, Hemingway e os fóruns mais obscuros da Internet, este ensaio recusa tanto o entusiasmo tecnológico ingénuo como a nostalgia resmungona. Em parte autobiografia, em parte ensaio, A Arte de Amar um Avatar é um processo movido contra os robôs-cupido.
Edição: Set 2026
Nº Páginas: 256
Sinopse: Sabia que o seu estatuto social é quase tão hereditário como a sua altura? Ou que a maior parte das desigualdades sociais ficam marcadas nos primeiros anos de vida dos bebés e das crianças, muito antes de entrarem para a escola? Ninguém escolhe nascer rico ou pobre, imigrante ou nacional, num país desenvolvido ou desgraçado. Ninguém tem culpa ou mérito de nascer como «nós» ou como «eles», seja lá isso o que for. Em Gente Como Nós, Miguel Herdade agita as águas da meritocracia e escreve sobre como a classe social, a geografia e a família em que se nasce condicionam a vida e a liberdade. É um livro sobre ricos e pobres, betos e populares, privilégio e azar. O autor senta Portugal numa sala onde estão trabalhadores do McDonalds, gente de «boas famílias», imigrantes, alunos de escolas de elite, habitantes de bairros segregados, grávidas e professores não valorizados. Disseca o país com números e cores, encontrando problemas e propondo soluções. Defende que a mistura entre pessoas de contextos sociais diferentes é uma possível resposta para a pobreza e a desigualdade. Gente Como Nós é o ensaio social-pop mais relevante dos últimos anos.
Edição: Set 2026
Nº Páginas: 272
Sinopse: Será a intervenção pública na economia um motor para a prosperidade? «Este livro tem um título enganador. É que a política industrial não é bem uma política, nem é apenas sobre a indústria. É uma abordagem ao desenvolvimento em que o Estado procura induzir a mudança estrutural das economias em certas direcções. Na essência, é esta a questão central deste livro: O que podem fazer os Estados para transformar a estrutura das actividades produtivas tendo em vista determinados objectivos públicos?» Se durante muitos anos a convicção geral era de que o Estado deveria intervir o mínimo possível na economia, remetendo-se a um papel de mero legislador e regulador para garantir o funcionamento eficiente dos mercados, o século XXI voltou a trazer a política industrial para o centro do debate político e económico. Nesta obra, o economista Ricardo Paes Mamede mostra-nos os prós e os contras da intervenção estatal enquanto modelador das estruturas produtivas, bem como na promoção de actividades específicas. Deve o Estado promover a especialização num sector ou encorajar a diversificação produtiva? Determinar quais as suas vantagens comparativas e tirar o melhor partido delas ou, pelo contrário, desafiá-las? Substituir as importações ou promover as exportações? Quais devem ser as prioridades e instrumentos da política industrial na governação? As perguntas e respostas que abrem caminhos para uma discussão séria sobre um tema actual e mais urgente do que nunca.
Edição: Set 2026
Nº Páginas: 272
Sinopse: «Sábio, maravilhoso, comovente e brilhante... Deixará o seu coração num lugar muito melhor.» Stylist Depois de anos a sentir que o amor estava sempre fora do seu alcance, a jornalista Natasha Lunn quis entender como os relacionamentos funcionam e como evoluem ao longo das nossas vidas. Lunn recorreu a autores e especialistas para aprender mais sobre as experiências de cada um, além de fazer uma avaliação própria, perguntando: «Como encontramos o amor?», «Como o sustentamos?» e «Como sobrevivemos quando o perdemos?» Em Conversas Sobre o Amor vai encontrar respostas para: se apaixonar lentamente, com Philippa Perry a vulnerabilidade, com Dolly Alderton aceitar a mudança, com Stephen Grosz a amizade, com Candice Carty-Williams a solidão da perda, com Lisa Taddeo a paternidade, com Diana Evans a ciência do sexo, com Emily Nagoski a psicologia de estar sozinho, com Alain de Botton as expetativas irreais, com Esther Perel redefinir o romance, com Roxane Gay e muitos mais «Um livro rico e inteligente sobre todas as formas de amor. Deve pegar-lhe e folheá-lo até qualquer página qualquer página, literalmente , e encontrar uma pérola para acalmar e fortalecer a sua alma.» Pandora Sykes
Edição: Mai 2026
Nº Páginas: 64
Sinopse: «Somos seres entrelaçados com narrativas, bordados com fios de vozes, de história, de filosofia e de ciência, de leis e de lendas. Portanto, a leitura continuará a cuidar de nós se cuidarmos dela. O que nos salva não pode desaparecer. Os livros recordam-nos, serenos e sempre prontos a desdobrar-se diante dos nossos olhos, que a saúde das palavras está enraizada nas editoras, nas livrarias, nos círculos de leitura partilhada, nas bibliotecas, nas escolas. É aí que imaginamos o futuro que nos une.» Manifesto pela Leitura é a defesa intransigente da importância de livros e leituras. Um pequeno livro que a escritora torna tão grande que nele está contido tudo o que é essencial.
