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Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 560
Sinopse: Em 1946, nos julgamentos de Nuremberga, alguns dos maiores criminosos de guerra da História foram condenados à morte, mas muitos ex-nazis ficaram em liberdade. Na Alemanha e entre os Aliados, o desejo de deixar o passado para trás prevalecia, e o Holocausto corria o risco de ser esquecido. Com base em documentos familiares inéditos, registos recentemente desclassificados e entrevistas exclusivas, Jack Fairweather dá vida nestas páginas à história de Fritz Bauer, um magistrado e jurista judeu e homossexual que, ao regressar à Alemanha depois de um exílio forçado na Suécia, trabalhou incansavelmente para obrigar os seus compatriotas a reconhecerem a responsabilidade e ampla cumplicidade nos horrores nazis. O que emerge é um retrato de uma Alemanha sombria, perturbadora, homofóbica e racista, mesmo no período pós-1945, onde criminosos de guerra ocupavam cargos importantes em ministérios e a CIA financiava a antiga rede de espionagem de Hitler. Muitos tentaram deter Fritz Bauer, mas ele recusou-se a ser intimidado. E, graças à sua luta pela verdade, centenas de nazis foram levados à justiça.
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 384
Sinopse: 9.º VOLUME DA COLECÇÃO «O 25 DE ABRIL VISTO DE FORA», EM PARCERIA COM A COMISSÃO COMEMORATIVA 50 ANOS 25 DE ABRIL: A EVOLUÇÃO POLÍTICA E SOCIAL DOS NOVOS PAÍSES NASCIDOS COM A DESCOLONIZAÇÃO PORTUGUESA ANGOLA | CABO VERDE | GUINÉ-BISSAU | MOÇAMBIQUE | SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE «Este volume tem por objetivo apresentar uma história abrangente dos cinco países africanos de língua portuguesa desde que se tornaram independentes de Portugal, em 1974-1975. Foi uma tarefa exigente. Com efeito, à primeira vista, parece haver pouca ligação entre estes cinco países tão diferentes além do facto de terem sido colónias portuguesas. No entanto, estão ligados por uma longa história colonial que remonta ao século xv, quando os portugueses contornaram o continente pela primeira vez, e isso não pode deixar de ter exercido uma forte influência em aspetos fundamentais do seu desenvolvimento. [] O objetivo é superar a perspetiva especificamente lusófona que penaliza a maioria das descrições da África de língua portuguesa.» Patrick Chabal
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 352
Sinopse: De onde viemos e como chegámos aqui? Viajemos no tempo pela história de todas as espécies que já existiram com o professor Max Telford. Numa viagem de quatro mil milhões de anos pela evolução do nosso planeta, A Árvore da Vida conta a fascinante história da gigantesca árvore genealógica que regista as relações entre todos os seres vivos: dos humanos, dos peixes e das borboletas até aos carvalhos, aos cogumelos e às bactérias. Compreender como surgiu a incrível diversidade da vida na Terra é um dos maiores enigmas da biologia. E este livro, repleto de histórias vivas e fascinantes, leva-nos diretamente ao seu interior: descobrimos por que motivo os lobos estão mais próximos das baleias do que dos lobos-da-tasmânia; como as mudanças geológicas e as catástrofes ambientais deixaram as suas marcas no genoma; por que não temos caudas, mas somos a única espécie com queixo Desde os primeiros esboços de Darwin até aos vastos diagramas gerados por computador que os cientistas constroem na atualidade, A Árvore da Vida explica como podemos conhecer a nossa árvore genealógica e conta a história épica das várias maneiras pelas quais foi possível existirem seres vivos. Esta é a nossa história muito pessoal, que começou com o minúsculo antepassado de toda a vida há milhares de milhões de anos e termina consigo e comigo. «Combinando as mais recentes descobertas da genética, uma pitada de história e criaturas incrivelmente bizarras, este relato infinitamente divertido e emocionante é uma leitura obrigatória.» Matthew Cobb, Universidade de Manchester Poucos teriam a coragem ou os conhecimentos para escrever este livro, mas Telford é rico em ambos. Uma obra extraordinária e aventureira.» Charles Foster, Times Literary Supplement «Uma obra-prima fabulosa sobre a evolução do mundo natural; através de células, peixes, seres humanos, vermes e muito mais, Telford revela as complexidades da vida com uma combinação extraordinária de humor, história e sabedoria.» Seirian Sumner, University College London
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 144
Sinopse: Ter ou não ter filhos? A pergunta parece simples, mas carrega dentro de si um mundo inteiro. Ruth Manus não oferece soluções milagrosas, e sim companhia. Para essa grande questão que ocupa mesas de café, sessões de terapia e madrugadas insones de tantas mulheres , não há respostas certas, mas há conversas que iluminam. Com delicadeza, ironia e uma generosidade rara, Ruth abre as portas da vida real a dela e a de tantas mulheres para falar sobre desejo, dúvida, medo, pressão, amor e exaustão. Entre dados, histórias e reflexões que acolhem, ela questiona tabus e abraça quem já é mãe, quem está decidida a ter filhos, quem não quer de modo algum e, sobretudo, quem vive naquela zona cinzenta do «talvez». Acima de tudo, mostra que toda a escolha merece respeito. Afinal, não existe caminho ideal, só o caminho possível e cada mulher tem o direito soberano de construir o seu, sem patrulha nem argumento escrito.
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 376
Sinopse: ELAS TAMBÉM ESTIVERAM LÁ: A REVOLUÇÃO DE ABRIL ATRAVESSOU O PAÍS RURAL DANDO VOZ A MUITAS MULHERES QUE LUTARAM PELA TERRA, POR DIREITOS E POR VIDAS MAIS DIGNAS. Entre o latifúndio do Sul e a agricultura familiar do Norte, as mulheres rurais portuguesas organizaram-se, resistiram à ditadura, participaram na Reforma Agrária e transformaram as suas comunidades. Partindo do cruzamento entre fontes escritas e testemunhos orais, Mulheres, Terra e Revolução resgata histórias silenciadas e mostra como estas mulheres foram protagonistas activas do processo revolucionário. Através de uma perspectiva de género, o livro evidencia continuidades, rupturas e a construção das identidades políticas femininas, revelando que «elas também estiveram lá» e que o seu contributo é essencial para compreender a Revolução no mundo rural. «São estas `mulheres comuns que lutaram e se rebelaram por si próprias e pelas suas famílias, mas também participaram em lutas em que se defendiam valores cívicos da vida coletiva e interesses das comunidades em que residiam.» Fernando Oliveira Baptista, Prefácio
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 248
Sinopse: «Abriu-lhe o seu coração. Trabalha consigo. É o candidato em quem vota nas eleições. É um psicopata, mas você não sabe. Quer aprender a identificá-lo, a lidar com ele e a defender-se?» O guia definitivo para detetar e para nos defendermos dos psicopatas que nos rodeiam. Estima-se que cerca de 1 % da população exiba altos níveis de psicopatia. Esta prevalência é ainda maior em posições de poder ou liderança, como gestores, executivos, diretores de corporações, organizações ou partidos políticos, tornando a psicopatia um dos desafios mais prementes para a humanidade. Nem todos estes indivíduos são assassinos, mas todos causam sofrimento sempre. Baseando-se em mais de vinte anos de investigação, Vicente Garrido, criminologista doutorado em Psicologia, desmonta mitos comuns e oferece uma análise clara e acessível dos «psicopatas integrados» aqueles que não cometem crimes violentos, mas que se misturam na sociedade, manipulam os outros e causam danos significativos na vida pessoal e social e nas instituições. Estas pessoas podem ser colegas de trabalho, chefes, amigos de infância, membros da família ou políticos que vemos com frequência na televisão. Como Detetar Um Psicopata dá aos leitores as ferramentas para identificar e proteger-se desses indivíduos. Apresentando os aspetos mais significativos da personalidade psicopática, as suas variedades e diferentes manifestações, explora as três áreas fundamentais nas quais estes indivíduos operam e causam grandes danos: a família, as empresas e as organizações políticas. «Os psicopatas mais assustadores não estão na prisão, mas andam entre nós. A análise do especialista Vicente Garrido é imperdível.» Jordi Wild, youtuber, podcaster e psicólogo «Útil, impressionante e esclarecedor. Um livro indispensável para aprender a desmascarar e lidar com os vampiros emocionais à nossa volta. Uma leitura que pode literalmente mudar a sua vida.» Carlos Quílez, jornalista e escritor «Este é um livro indispensável para nos protegermos das pessoas sem empatia, capazes de nos manipular e destruir sem remorsos. Existem em famílias, em grupos de conhecidos e empresas. Podem estar, e estão, em toda a parte.» Cristina López Schlichting, jornalista e apresentadora televisiva
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 416
Sinopse: UMA PERTINENTE ANÁLISE DA INFLUÊNCIA DA GEOGRAFIA NA POLÍTICA POR UM DOS MAIS PRESTIGIADOS ANALISTAS DA ATUALIDADE. Baseando-se nos conhecimentos, descobertas e teorias de grandes geógrafos e pensadores políticos ao longo dos tempos, Kaplan demonstra a influência da geografia, para o bem e para o mal, na política e geoestratégia mundial.
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 160
Sinopse: UMA VIDA EXTRAORDINÁRIA. Nasceu na Áustria, apaixonou-se em Portugal, morreu atrás de um sonho no México. A sua governação foi criticada pelos monárquicos que o haviam empurrado para a tragédia e pelos republicanos, que o viam como invasor e que o mandaram fuzilar em 1867. O seu final dramático suscitou múltiplos debates, originou mitos bizarros, serviu de inspiração a artistas, músicos, pintores e escritores.
Edição: Abr 026
Nº Páginas: 208
Sinopse: Uma ode à alegria de colecionar livros. Para todos os que sabem que nunca se tem livros a mais. Estas páginas reúnem uma verdadeira celebração do fascínio de viver rodeado de livros: lidos, por ler, começados e recomeçados. Inspirado no termo japonês tsundoku, que descreve o ato de acumular livros com a melhor das intenções, o típico «depois leio», este livro transforma aquilo que muitos chamam desordem ou culpa numa filosofia de vida reconfortante e profundamente humana. Entre pilhas instáveis, estantes cheias até ao limite e o ritual de folhear páginas, descobrimos que os livros não são só objetos de leitura: são promessas, companheiros, refúgios. Aqui fala-se da felicidade de escolher e comprar livros, da rebeldia contra listas de leitura, das estratégias para organizar bibliotecas impossíveis, das desculpas engenhosas para justificar mais uma aquisição e do prazer de reler. Mas, acima de tudo, esta filosofia lembra-nos que não é obrigatório termos lido todos os livros que possuímos para os amarmos incondicionalmente. Os livros não lidos também nos falam, também nos levam em viagem, também cuidam da nossa alma. Basta tocá-los, cheirá-los, abri-los ao acaso ou simplesmente saber que estão ali.
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 320
Sinopse: A expansão portuguesa constituiu um fenómeno histórico de grande diversidade e de muito maior heterogeneidade do que a espanhola. Estendeu-se por três oceanos e três continentes, atravessando mundos de condições geográficas, sociais, económicas e políticas radicalmente distintas. Desta experiência nasceu um império singular não um território contínuo, mas uma vasta rede marítima e comercial. Porém, esta história foi muito além das conquistas militares e da acção da Coroa, fez-se também da actividade de mercadores, aventureiros e comunidades dispersas, cuja iniciativa foi decisiva para a presença portuguesa no mundo. Neste livro, Luís Filipe Thomaz oferece uma visão abrangente e cativante, que desmonta ideias feitas e revela toda a riqueza deste momento histórico. Fruto de uma conferência proferida na Universidad de los Andes, esta é uma obra essencial para compreender um dos capítulos mais fascinantes da História portuguesa.
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 160
Sinopse: ISTO NÃO É UM LIVRO DE AUTO-AJUDA A `vida boa, aquela que vale a pena ser vivida, é uma antiquíssima interrogação filosófica. «O título pode soar a `auto-ajuda, mas não se espere isso de Phillips, extraordinário ensaísta e psicanalista céptico (céptico mesmo quanto à psicanálise, que vê como uma proposta intelectual fascinante e um método terapêutico hipotético). A Vida que Queremos corresponde a uma pergunta fundamental, ou a várias: vivemos para fazer o quê, que faremos com a nossa vida, que quer dizer `querer quando dizemos que queremos determinada vida?» Pedro Mexia, Expresso
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 288
Sinopse: A Lisboa em que tudo é possível A Expo `98, o fim do Cavaquismo, «Tou Xim» na televisão, as raves, uma nova «Rapública», a maior catedral do consumo e os sucessivos escândalos no poder. Entre o otimismo desenfreado e os choques de realidade, na década de 90 vive-se ao limite, sem pensar no que virá depois. Guiados por protagonistas, cronistas e preciosistas, esta cápsula do tempo leva-nos a um país de ideais das lutas estudantis a uma missão impossível. Quinto álbum da série «LX», reúne memórias, confronta factos, resgata tendências, aventuras e anti-heróis. Para conhecer o passado, navegar o presente e o que aí vem.
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 384
Sinopse: Passado e presente da palavra mais polémica da actualidade. Sobre o que falamos quando falamos de antissemitismo? Durante a maior parte da sua história, entendeu-se que era uma ameaça vinda da direita política, o território dos etnonativistas que se baseavam na longa desconfiança da Cristandade em relação à sua população judaica, infundindo-lhe pseudociência racista. No início do século XX, a maioria dos judeus do mundo vivia na Europa. Para eles, não havia dúvidas de quem os ameaçava com políticas antissemitas que culminaram no pesadelo da Alemanha nazi e do Holocausto. Agora, num livro brilhante que vai desde a invenção do termo, no final do século XIX, até ao presente, Mark Mazower argumenta que o panorama é diferente. Mais de quatro quintos dos judeus do mundo vivem em dois países, Israel e os Estados Unidos, e o domínio militar do primeiro na sua região é garantido pelo segundo. Antes da Segunda Guerra Mundial, os judeus eram uma minoria à parte e foram levados, pela oposição ao fascismo, a uma aliança com outros povos oprimidos. Hoje, pelo contrário, os judeus são considerados «brancos» e, para os atuais anticolonialistas, o tratamento dos palestinianos por parte de Israel tornou-se uma questão crítica. A velha solidariedade da esquerda terminou; de facto, as vozes mais sonoras a denunciar o antissemitismo vêm agora da esquerda. Mazower mostra-nos como chegámos até aqui, contando uma história que procura iluminar em vez de culpar. Demonstra como o surgimento de uma sensibilidade pessimista pós-Holocausto, juntamente com críticas internacionais crescentes a Israel, produziu uma gradual fusão entre os interesses dos judeus e os do Estado judaico. Há meio século, poucas pessoas consideravam que o antissemitismo estivesse relacionado com a hostilidade a Israel; hoje, muitas vozes judaicas equiparam ambas as coisas. A palavra continua a ser a mesma, mas o seu significado mudou. A tragédia, argumenta Mazower, é que o antissemitismo persiste. É veiculado pela extrema-esquerda, mas também continua bem presente nas forças da direita. Se permitirmos que a acusação de antissemitismo seja aplicada de forma demasiado vaga e ampla, para silenciar argumentos legítimos, estaremos a deslegitimar o termo e a ameaçar quebrar algo essencial no funcionamento das democracias. Antissemitismo é uma tentativa importante de traçar essa linha necessária.
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 400
Sinopse: A literatura colonial, para muitos uma pseudo-literatura ou uma literatura imoral, possui uma clara importância estético-literária e cultural, uma vez que é tributária de toda uma tradição que, de um modo mais ou menos marcado, tem regido as principais redes das relações de identidade e de alteridade ao longo da história da humanidade os helénicos e os bárbaros, os cristãos e os pagãos, os muçulmanos e os infiéis, os civilizados e os primitivos ou selvagens, os desenvolvidos e os subdesenvolvidos. mpério, Mito e Miopia - Moçambique como invenção literária permite não necessariamente reabilitar ou legitimar a literatura colonial não é esse o objetivo , mas tão-somente compreender, problematizando, a especificidade de um modo de (re)inventar mundos, segundo uma lógica alicerçada numa pretensa supremacia cultural, ética e civilizacional. O imaginário dominantemente representado pela literatura colonial ainda subsiste e leva-nos a falar numa colonialidade intemporal e proteica, em exercícios permanentes de travestimento representacional seja ele literário ou extraliterário. O presente que hoje vivemos, nesta globalidade difusa, desequilibrada e inquietante, não faz mais do que confirmá-lo.
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 476
Sinopse: Dedicado à imagem impressa e à cultura visual,este segundo volume de A Idade do Papel apresenta uma visão de conjunto sobre aqueles que criavam,editavam,comercializavam e consumiam estampas,no período de «emergência de uma nova cultura visual do Iluminismo» no nosso país.O estudo parte do ensino e da prática artística setecentista,observando depois os mecanismos de financiamento,distribuição e comércio de gravura,cartografando minuciosamente editores,distribuidores e comerciantes da estampa.Numa última parte,o autor conduz-nos pelo universo de consumo e usos da gravura,onde cabem a imagem avulsa e a edição ilustrada,bem como do funcionamento do mercado e das estratégias publicitárias.Um universo que é também o da literacia e da cultura visual,compreendendo o lugar da imagem em domínios como a pedagogia,o conhecimento científico,os lazeres ou mesmo as práticas interditas.
Edição: Set 2022
Nº Páginas: 480
Sinopse: Ao longo da História, a lei sempre foi utilizada para impor a ordem. No entanto, não é um mero instrumento de poder e de controlo social, é igualmente uma forma de as pessoas expressarem diferentes visões e contribuírem para um mundo melhor. Em O Poder da Lei, Fernanda Pirie apresenta a ascensão e queda dos sistemas jurídicos que sustentaram antigos impérios e tradições religiosas, ao mesmo tempo que mostra como assembleias tribais, mercadores e agricultores exigiram leis para definirem as suas comunidades, regularem o comércio e construírem civilizações. Apesar de os princípios jurídicos que tiveram origem na Europa nos séculos XVII a XIX dominarem o mundo, a diversidade de leis é tão grande quanto a das sociedades. Como a autora defende, o que verdadeiramente une os seres humanos é a crença de que as leis podem ser justas, combatem a opressão e criam ordem a partir do caos.
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 248
Sinopse: O que sabe o leitor sobre o romancista vitoriano que vendeu mais do que Charles Dickens? Ou sobre a mulher que se tornou na primeira poetisa publicada na América? E que ligação existe entre a Ilíada, de Homero e as Fábulas de Esopo? Em Biblioteca Secreta, Oliver Tearle reúne estas e outras histórias pouco conhecidas, colocando-as lado a lado com obras e autores que nos são familiares. Através de romances, peças de teatro, relatos de viagem, livros científicos, obras de humor e almanaques, o autor mostra como os livros acompanharam e muitas vezes influenciaram a História do mundo ocidental. Ao longo de mais de três mil anos, este percurso revela os múltiplos cruzamentos entre textos, ideias e épocas. Um tesouro de exemplos literários curiosos para descobrir como a nossa história e os livros estão profundamente ligados.
Edição: Jun 2021
Nº Páginas: 340
Sinopse: O que está verdadeiramente em jogo na política? Nada menos do que o modo como devemos viver, enquanto indivíduos e enquanto comunidades. Este livro vai além dos cabeçalhos redutores, das fake news e da histeria e examina as questões intemporais formuladas e as respostas encontradas por um grupo diversificado de 30 grandes pensadores políticos da história. Seremos animais políticos, económicos ou religiosos? Deveremos viver em pequenas cidades-estados, em nações ou em impérios multinacionais? Que valores deverá promover a política? A riqueza deverá estar nas mãos de alguns ou ser propriedade de todos? Os animais também terão direitos? Nenhuma ideia é demasiado radical para este sortido global de pensadores, entre os quais se encontram Confúcio, Platão, Santo Agostinho, Maquiavel, Burke, Wollstonecraft, Marx, Nietzsche, Gandhi, Qutb, Arendt, Nussbaum, Naess e Rawls.
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 136
Sinopse: A ameaça da extrema-direita nunca foi tão real. Continuaremos como se nada fosse? Caro leitor, o fascismo preocupa-o, mas duvida de que valha a pena votar nas próximas eleições? Observa com ceticismo as provocações da extrema-direita, mas não acredita que «os outros» estejam a fazer grande coisa? Tem a certeza de que não se está a tornar, um pouco, como eles? O sociólogo Mark Fortier coloca-se esta mesma questão e decide levá-la ao extremo: escreve o diário da sua «conversão» ao fascismo, que é, na verdade, uma corrosiva e lúcida sátira sobre o perigo do conformismo. Passo a passo, narra como se deixa fascinar pelo que antes abominava, para compreender o funcionamento da resignação e do neofascismo. Um alerta disfarçado de brincadeira que, provavelmente, deixará de parecer engraçado muito em breve.
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 304
Sinopse: Da Declaração de Independência ao MAGA: 250 Anos de Convulsões, Conquistas e Recuos. Nunca o mundo esteve tão atento à realidade norte-americana. Para a compreender, é necessário conhecer o seu passado. 250 anos dos EUA assinalam-se a 4 de Julho 2026 Os Estados Unidos da América nasceram a 4 de julho de 1776, quando 13 colónias declararam independência da Grã-Bretanha. Nos séculos seguintes, o seu poder e prosperidade cresceram de modo formidável, mas não sem sobressaltos ou menos violência. Nesta obra perspicaz, Don Watson destaca os homens e as mulheres que, nos corredores do poder e nas ruas, nas cidades e nos desertos, nas ciências e nas artes, construíram os Estados Unidos da América e deram forma ao seu lendário espírito indomável. Ao mesmo tempo, o historiador revela como confrontos centrais sobre religião, raça e capitalismo foram determinantes para moldar uma nação que, no século xix, ainda sarava as feridas de uma sangrenta guerra civil e, décadas depois, se afirmava como líder do «mundo livre». Passado um longo período com esse estatuto, e após uma transformação tão veloz quanto radical, os Estados Unidos são hoje promotores de divisões e incerteza à escala planetária. Um relato histórico que não poderia ser mais atual.
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 160
Sinopse: O que acontece quando a política está em todo o lado, mas tudo parece ficar na mesma? Revisitando as ilusões da era pós-política que se seguiu ao fim da Guerra Fria, evidenciam-se os contornos da estranha vida pública contemporânea, construída em torno de protestos, indignações virais, guerras culturaise um sem-fim de causas que nascem e se eclipsam da noite para o dia. Tal desfile de urgências morais implementou-se, por sua vez, sobre as ruínas da antiga infraestruturade partidos, sindicatos e solidariedade cívica, hoje categoricamente esvaziada. Ao paradoxo das ondas de entusiasmo popular que raramente resultam em movimentos coletivos, da politização extrema que nunca se traduz em ações políticas concretas, Anton Jäger chamou «hiperpolítica». De Guy Debord e Wolfgang Tillmans às ficções desencantadas de Houellebecq, Hiperpolítica explora a fragmentação da ação coletiva e a fragilidade do tecido social para tentar compreender como uma época tão moralmente exigente é, ao mesmo tempo, tão inconsequente. Um mapa essencial para navegar as novas contradições da atualidade e um guia para a criação de uma politização que produza frutos duradouros.
Nº Páginas: 440
Sinopse:
A 18 de Dezembro de 1961, o Estado Português da Índia foi invadido e anexado em 36 horas, pela União Indiana, numa operação militar irreprimível. Pela lei do mais forte, foi assim posto fim ao conflito que desde 1947 minava a estrutura do Estado Novo e a política anticolonial da União Indiana."Xeque-Mate a Goa" dá-nos a conhecer a história de força controlada e da resistência possível de dois Estados, com desígnios opostos mas com o mesmo ponto de honra. Um Estado nasceu da resistência passiva, outro de um passado aventureiro e sangrento. O pacifista acabou por pegar em armas. O guerreiro já não as tinha."A autora oferece-nos uma excelente narrativa, enquadrando as peripécias do caso no ambiente político do Portugal da época e no sopro de mudança vindo de Moscovo e de Washington que iria desfazer os impérios coloniais europeus." José Cutileiro
Nº Páginas: 136
Sinopse:
WOKE é o retrato do delírio que invadiu uma legião de activistas, que julga querer bater-se pela justiça social. Ricky Gervais afirmou tratar-se de uma "sátira maravilhosa". Quem é Titania McGrath, a sua autora? É uma "activista interseccional", seja lá o que isso for. Ela jura-nos que a justiça social se conquista juntando uma bandeira arco-íris no perfil do Facebook, ou intimidando quem diga desconhecer o significado de "não binário", ou chamando nazi a quem pense votar num partido conservador. Em suma: os que defendem a liberdade de expressão são criptofascistas. Mas será que Titania existe? Titania é a genial invenção do comediante Andrew Doyle, o verdadeiro autor de um livro que satiriza a loucura activista destes tempos. A loucura do fundamentalismo está presente em várias colorações da direita, como se viu com Trump, mas também tingiu fortemente uma certa visão da esquerda progressista que distorce o que é o progresso. A melhor forma de desconstruir o perigo do radicalismo é a sátira. Em WOKE assistimos à irrisão por absurdo das loucuras identitárias, do radicalismo feminista, e das extravagâncias de género, da deposição de estátuas e do cancelamento da cultura. É um livro político? É, garantimos, o livro cómico mais sério do ano.
Nº Páginas: 216
Sinopse:
"Quem quiser encontrar neste livro longas teorias científicas, revisões de literatura sobre o tema ou novas descobertas teóricas, deve fechá-lo imediatamente." É com estas palavras que o Professor Daniel Sampaio abre este seu novo livro - "Vozes e Ruídos. Diálogos com Adolescentes". Já o anterior - "Ninguém Morre Sozinho" - sendo embora uma tese de doutoramento, alcançou um enorme êxito junto dos leitores. O Professor Daniel Sampaio sabe aliar o rigor científico, que dá ao leitor a confiança no que lê, com a simplicidade da exposição, que fez do texto uma janela aberta, amplamente aberta. "Vozes e Ruídos. Diálogos com Adolescentes" é isso mesmo: uma janela aberta, sem cortinas, pela qual nos vemos a nós próprios, jovens ou adultos.
Nº Páginas: 224
Sinopse:
Há uma escola pública portuguesa - a Escola da Ponte - que ensina diferente há 40 anos e é conhecida e estudada em todo o mundo. A educação do seu filho é a sua maior preocupação? É professor e tem dúvidas em relação ao sistema de ensino tradicional? Imagine uma escola em que: - os alunos debatem e decidem tudo o que nela se passa; - cada criança define o respetivo plano de aprendizagem; - os professores trabalham em equipa dentro dos diferentes espaços. Imagine agora que essa escola é pública e que: - não se organiza por turmas ou anos escolares; - não divide o tempo em aulas desta ou daquela disciplinas; - não tem campainha para assinalar a entrada e a saída. Imagine ainda que essa escola pública se situa em Portugal e que: - já foi objeto de estudo de mais de 40 teses académicas de vários países; - tem um modelo que é copiado internacionalmente; - é visitada por centenas de especialistas estrangeiros todos os anos (622 em 2016). Saiba, por fim, que essa escola existe e é conhecida como Escola da Ponte. Como funciona? Quais as diferenças no método de ensino? Há estudos sobre os resultados? Quem são os professores? Como atuam no espaço de aula? Aliás, porque é que são espaços e não salas de aula? E porque é que são orientadores educativos em vez de professores? E os alunos fazem o que querem? E como resolvem os conflitos? E, já agora, aprende-se o quê na Escola da Ponte? O romancista e ex-jornalista Paulo M. Morais protagonizou uma longa imersão na escola mais democrática do país e relata de forma magistral as certezas e as dúvidas em torno de uma escola única.
Nº Páginas: 328
Sinopse:
De bicicleta ou de Google Earth, dar voltas em Portugal constitui um modo de (re)conhecimento perfeito para preencher curiosidades ou estranhamentos acerca da exótica geografia da terra dos portugueses. Dizem-nos e demonstram-no de maneira variada que tal terra existe mesmo, que tem um certificado de nascimento, um corpo, uma alma, uma identidade. Não tem nem tem de ter. Muito se insistiu no Portugal dos marinheiros, dos fados ou da bola no jardim à beira mar plantado - um território, o nevoeiro dos antepassados, os mitos, o império, a língua, a saudade e a ruína, aquele que os deuses amam e visitam, o bom povo cosmopolita ou burro de trabalho repartido pelo mundo. Pode ser tudo isso e muito mais e mudar no dia a seguir ou perder-se no caminho; pode dar um execrável programa na televisão, um elaboradíssimo ensaio, um solene discurso patriótico ou uma frenética crepitação nas redes socias. Se existe, pode-se-lhe tirar o retrato, variar a pose e os humores do seu território, a sua casa comum. É um caleidoscópio dos cumes do Pico ou da Estrela até aos lodos da ria que é formosa. Não há como congelar tudo numa imagem e as palavras estão cheias de ecos. Não há um fio condutor, um roteiro. Vai-se pela terra fora. Convocam-se palavras de muitas vozes e tempos. Alguma lhe servirá melhor que outras.
Nº Páginas: 128
Sinopse:
Este livro funciona como um instrumento para repensar a nossa vida em tempos de crise do pós covid-19. Não se detém na análise da pandemia, nem se lamenta pela situação que atravessamos. Pelo contrário, olha em frente: convocando disciplinas como a neurociência ou a psicologia, mas também a obra de filósofos que se preocuparam em desenvolver o conceito de «alegria e serenidade apesar da adversidade» (de Buda a Montaigne, de Lucrécio a Nietzsche, passando pelo seu grande mestre, Espinosa), Frédéric Lenoir, o autor de O Milagre Espinosa, mostra como esta crise é uma oportunidade para mudar a visão de nós mesmos e de melhor nos relacionarmos com os outros e com o mundo em redor.
Nº Páginas: 0
Sinopse:
Vítor Gaspar fala pela primeira vez sobre os seus dois anos enquanto ministro das Finanças. O episódio da carta de demissão, as negociações à porta fechada com a Troika, as verdades desconhecidas sobre o PEC IV, o convite para ser ministro das Finanças, a relação com Paulo Portas, o presente e o futuro de Portugal, e muito mais, é pela primeira vez contado ao grande público. Um livro de entrevistas conduzido por Maria João Avillez, em que finalmente se fica a saber quem é Vítor Gaspar.
Nº Páginas: 208
Sinopse:
Dos primeiros computadores às redes sociais: descubra quem sonhou revolucionar a nossa vida Quem foram os homens e as mulheres que nos últimos cem anos revolucionaram as tecnologias de informação? Visionários conta a história de cientistas, inventores e empresários cuja visão única do mundo mudou a nossa forma de comunicar, comprar, trabalhar e até de viver. Dos computadores da Segunda Guerra Mundial aos smartphones, da Inteligência Artificial ao turbilhão de likes das redes sociais, o mundo nunca mudou tão depressa e em tão pouco tempo. Por detrás desse turbilhão de imprevisibilidade e crescimento exponencial estão eles, os Visionários. Uns verdadeiramente visionários e geniais, outros mais oportunistas e astutos, todos nos sentimos fascinados por estas personagens, esquecendo, por vezes, o lado mais negro do mundo que ajudaram a criar.
Nº Páginas: 224
Sinopse:
A difusão de informação falsa ou enganadora não é um fenómeno novo. Mas o desenvolvimento tecnológico e a consagração das plataformas digitais como principal fonte de informação resultaram num agravamento do fenómeno, atingindo um nível de virulência que o transforma numa das mais prementes ameaças às sociedades livres, plurais e democráticas. Enfrentamos uma epidemia de fake news, parte integrante de uma mais ampla guerra da desinformação e cujos efeitos são evidentes: do Brexit e eleição de Donald Trump, ambos em 2016, à vitória de Jair Bolsonaro nas eleições presidenciais do Brasil em 2018, passando pelo crescimento de movimentos antivacinação, negacionistas das alterações climáticas ou vendedores de curas milagrosas, por entre inúmeras fraudes, mentiras e teorias de conspiração. A produção de fake news está a funcionar como uma indústria poluente, tão lucrativa para os que a exploram quanto nociva para os que a consomem. E a partir do momento em que é utilizada como instrumento de propaganda política, desinformação e manipulação da opinião pública, torna-se urgente a neutralização do vírus. Objectivo para o qual este livro, da autoria do director e do director-adjunto do Polígrafo (o primeiro jornal português de fact-checking), visa contribuir, explicando e reflectindo sobre o fenómeno e apresentando medidas de profilaxia eficazes que consistem na promoção da literacia mediática e da verificação de factos.
