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Nº Páginas: 400
Sinopse:
Em 2013, Edward Snowden, aos 29 anos, surpreendeu o mundo quando trouxe à luz alguns dos segredos mais bem guardados da Inteligência americana, a deriva autoritária do Estado e a sua compilação, categorização e uso indiscriminado da informação privada dos cidadãos, incluindo chefes de Estado e de governo. “Vigilância Massiva, Registo Permanente” denuncia a colaboração entre a espionagem e as grandes multinacionais da era digital, que mostra como somos vigiados e se vende a nossa informação pessoal. Porque, como avisa, "a luta pelo direito à intimidade é a nova luta pela nossa liberdade". Um livro explosivo com o testemunho de uma das pessoas mais procuradas do mundo que irá abalar a geopolítica mundial e que irá fazer reflectir o leitor e mudar a sua perspectiva como utilizador da internet.
Nº Páginas: 580
Sinopse:
Há cerca de 4 mil milhões de anos a vida apareceu na Terra. Qual é a história da sua evolução? Seria inevitável a vida? E a espécie humana? Teria existido outro ser inteligente, se os humanos não tivessem surgido? Que padrões utiliza o mecanismo evolutivo? A evolução avançará como uma seta, para diante? A partir de perguntas como estas, e das diversas respostas científicas que lhes têm sido dadas ao longo dos anos, o autor traça uma verdadeira história da vida que culmina na mais antiga interrogação sobre o significado da humanidade: porque estamos aqui? A grandiosa viagem da vida, desde o seu aparecimento na Terra até hoje, contada por um dos seus maiores conhecedores.
Nº Páginas: 258
Sinopse:
A conceituada "História de Portugal" de A.H. de Oliveira Marques, numa versão abreviada, há décadas ausente das livrarias. Edição simultânea em português, inglês e francês. A história de Portugal é longa e complexa, e por isso o próprio de Oliveira Marques começou por fixá-la em três volumes que se tornaram um clássico da historiografia nacional. Mas foi também ele, um dos mais eminentes historiadores portugueses, a preparar a partir daí esta versão brevíssima, com todas as linhas essenciais concentradas em apenas 250 páginas, num pequeno formato raro, há muito esgotado. Uma versão que conserva todo o rigor e alcance histórico das edições mais alargadas, privilegiando uma relação mais directa, clara e certeira com o leitor, útil tanto para estudiosos como para curiosos.
Nº Páginas: 408
Sinopse:
O legado que os Romanos deixaram, assim como a sua influência, podem ainda ser sentidos à nossa volta - do nosso calendário às moedas, da nossa língua às leis - mas o que sabemos ao certo sobre eles?Este livro conta a fantástica, e muitas vezes surpreendente, história dos Romanos e do Império de maior duração da História."Abrange 1200 anos da história de Roma com entusiasmo sem paralelo." Sunday Times
Nº Páginas: 440
Sinopse:
Jan Morris é hoje o nome mais importante de entre os autores vivos de literatura de viagens. Nas palavras de Paul Theroux, outro dos grandes escritores viajantes do nosso tempo, é "um dos maiores escritores descritivos da língua inglesa". De hoje e de sempre, depreende-se. Por isso ele lhe chama também "um génio da viagem". O livro que tem nas mãos, caro leitor, é já um clássico. Publicado originalmente há meio século, é muitas vezes referido como o livro sobre Veneza. Nele, Jan Morris entrelaça o H grande da História com um apuradíssimo sentido de observação para o h pequeno das histórias do quotidiano. É assim - para dar apenas um exemplo comezinho - que ficamos a saber porque há tantos gatos e porque deixou de haver cavalos em Veneza. A autora, que publicou pela primeira vez este livro, em 1960, ainda com o nome de James Morris e cuja mudança de sexo na década seguinte acrescentou notoriedade à sua já famosa carreira jornalística, é uma figura extraordinária também por razões biográficas. É numa permanente inquietação da viagem que Jan Morris, percorrendo o mundo para o interpretar, tenta revelar o enigma dos lugares que visita tal como se propõe desvendar o seu próprio enigma interior. "Por vezes, rio abaixo, quase penso que o consigo; mas então a luz muda, o vento vira, uma nuvem atravessa-se à frente do sol e o significado de tudo isto volta uma vez mais a escapar-me."
Nº Páginas: 304
Sinopse:
Determinação, perseverança e paixão por aquilo que se faz são características comuns a todos os que vencem, construindo uma vida com significado, uma carreira, uma empresa. É a atitude do dia-a-dia que permite o alcance de resultados, sobretudo a médio e longo prazo, não obstante todos os obstáculos e imprevistos que enfrentem. Mas são infinitas as formas de se lá chegar, não existindo receitas infalíveis, pelo que toda uma perceção de oportunidades, conjugada com conhecimento e, sobretudo, criatividade, são essenciais. É sobre tudo isto esta coletânea de citações que, através de declarações de vencedores de todos os tempos em inúmeras áreas, com destaque para os protagonistas mais recentes, permite ao leitor ficar com um melhor conhecimento dos caminhos que levam à vitória e ao sucesso. São mais de 2000 frases inspiradoras e reveladoras que lemos ou ouvimos de figuras conhecidas do grande público que alcançaram o sucesso empresarial e pessoal, tais como Steve Jobs, Bill Gates ou Belmiro de Azevedo, entre muitos outros.
Nº Páginas: 360
Sinopse:
"Este não é um livro de crónicas. É um livro de obsessões. As minhas, entre 2008 e 2015, devidamente exorcizadas nas folhas da "Folha de S. Paulo", às segundas ou terças, com maníaca pontualidade. A paleta cromática é ampla. Mas, no meio do colorido, percebo agora que as crónicas aqui escolhidas têm o mesmo vestuário. No tom, uma certa recusa em comentar a loucura do mundo com a loucura da seriedade. E se falamos dos temas, dos persecutórios temas, eles lidam precisamente com esta nova "era da brutalidade" - política, social, intelectual, estética - que emergiu quando a história não chegou ao fim. Os dois primeiros capítulos, na aparente diversidade de assuntos, recolhem e apresentam este novo estágio em que vivemos. Ao contrário do que sucede no célebre poema de Kavafys, os bárbaros não chegam porque eles já estão dentro da cidade. Mas se os bárbaros estão cá dentro, que podemos nós fazer? Denunciá-los e combatê-los, sem dúvidas. […] Os dois capítulos seguintes procuram realizar essa modesta e solitária tarefa."
Nº Páginas: 176
Sinopse:
Diogo (o filho) e Luísa (a mãe) introduzem-nos no seu mundo muito próprio através de uma permuta de confidências para a qual, enquanto leitores, somos solicitados. Diogo nasce. Diogo cresce. Luísa observa-o, em permanente sobressalto. Diogo é diferente. Nas atitudes, nos gostos, na sensibilidade, nas amizades que procura. Sente-se perdido. Não pertence a nenhum lugar. Não se "identifica". Luísa apercebe-se do sofrimento e dos permanentes conflitos íntimos do filho. Mas tem relutância em admitir aquilo que, afinal, sabe. Sempre soube. O instinto de protecção que desenvolve cada vez com mais intensidade resulta num mundo a dois, isolado do restante núcleo familiar. Um mundo que ambos partilham e percorrem numa autêntica via dolorosa. No diálogo franco e livre que sempre mantiveram, só tardiamente as palavras cruamente descodificadoras de tanta amargura aconteceram (Mãe, sou homossexual). Diogo, que fazer quando nos sentimos diferentes? Luísa, como gerir a tua frustração, a dor infinita que te consome ao tomares consciência de que este filho tão amado não te dará nunca os netos que adorarias ter, e que cultural e socialmente sabes representarem o paradigma da continuidade da família? Será suficiente a tua quase inesgotável capacidade de compreensão, de paciência, de amor? Ler estas páginas é apreender uma experiência duríssima. É reflectir profundamente sobre "o outro". Porque ser diferente não é uma questão de escolha. Vagabundos de Nós aborda o que de melhor e de pior há em cada ser humano, deixando em aberto as pistas para a problemática da condição de não haver escolha. Basta, com a humildade que dignifica, querer seguir essas pistas.
Nº Páginas: 256
Sinopse:
Este livro não é sobre a maneira como estragámos tudo, mas sobre o tipo de mundo em que queremos viver agora. Em 2020, movimentos de protesto em todo o mundo revelaram as desigualdades incrustadas no tecido da sociedade. Os incêndios que devastaram a Austrália e a Califórnia tornaram claro que estamos no meio de uma catástrofe climática. A pandemia mostrou a todos a fragilidade da nossa economia e as teorias da conspiração que rodearam as eleições nos EUA demonstraram o mesmo em relação à democracia. Os governantes não têm respostas. Na realidade, os governantes são, muito frequentemente, o problema. A comentadora política Ece Temelkuran apresenta uma narrativa nova e convincente para o momento que atravessamos. Não para um futuro idealizado mas para o agora. E pede-nos que façamos uma escolha. Que escolhamos a determinação em vez da esperança; que enfrentemos o medo em vez de nos consolarmos com a ignorância; que poupemos a nossa energia para vigiarmos os que detêm o poder e os sistemas destrutivos por eles comandados, em vez de desperdiçarmos tempo a expelir fúria e insultos nas redes sociais.
Nº Páginas: 296
Sinopse:
"Para a vida prosperar neste planeta, tem de existir uma imensa biodiversidade. Só quando milhares de milhões de organismos conseguem tirar o máximo partido de cada recurso e oportunidade que encontram, e só quando milhões de espécies vivem vidas que se interligam de modo a sustentarem-se umas às outras é que o planeta pode funcionar com eficiência. Quanto maior for a biodiversidade, mais segura será toda a vida na Terra, incluindo nós próprios. Contudo, o modo como nós, seres humanos, vivemos hoje na Terra está a colocar a biodiversidade em declínio. O mundo natural está a desaparecer aos poucos. As provas estão por toda a parte. Aconteceu durante a minha vida. Eu vi com os meus próprios olhos. E irá levar à nossa destruição. Contudo, ainda há tempo para desligar o reator. Existe uma boa alternativa. Este livro é a história de como chegámos aqui, do nosso grande erro e de como, se agirmos já, podemos corrigi-lo."
Nº Páginas: 408
Sinopse:
Serão a violência, a corrupção ou a ineficiência de vários governos as principais ameaças da democracia? Daniel Innerarity, provando uma vez mais ser um dos maiores pensadores dos nossos tempos, defende que não: a grande ameaça é a simplicidade dos conceitos políticos que tomámos de empréstimo, ignorando a complexidade crescente em que a nossa organização social se desenvolveu. Já não se trata de enfrentar os desafios dos séculos XIX e XX, mas sim os do século XXI. Uma Teoria da Democracia Complexa dirige-se àqueles que não creem nas respostas simples, mas tão-pouco querem desesperar perante a complexidade dos problemas. Nele se formula uma proposta profundamente elucidativa, a partir do pressuposto de que a renovação mais prometedora das nossas democracias será o resultado de torná-las mais complexas.
Nº Páginas: 360
Sinopse:
"Um lugarzinho de que nunca se ouviu falar" é o que meu pai costumava dizer quando lhe perguntavam quais eram as raízes da nossa família. Krakowiec é uma pequena cidade situada na atual fronteira entre a Ucrânia e a Polónia. Fica também no epicentro dos tumultuosos conflitos nacionais e ideológicos que moldaram o destino da Europa moderna. Este livro traça a história da cidade ao longo dos últimos seis séculos; analisa a transformação dos padrões da interação social entre as suas três comunidades, judeus, ucranianos (católicos ortodoxos) e polacos (católicos romanos); e recupera a história da relação íntima e torturada da minha família com um lugar a que outrora chamámos "a nossa terra"." - Bernard Wasserstein
Nº Páginas: 264
Sinopse:
"Uma outra Memória" reúne textos de natureza variada que Manuel Alegre tem vindo a escrever e que, dada a sua natureza, se encontravam dispersos. Ao longo destas páginas encontramos uma visão poética do país e da História, o Poema e a Vida, os escritores e os poetas amigos, os músicos e os "camaradas dos sonhos", a política, Portugal e a Europa, a liberdade e o seu último discurso na Assembleia da República.Um livro que é uma longa declaração de amor. À escrita, aos amigos, a Portugal e à língua Portuguesa.
Nº Páginas: 224
Sinopse:
Depois de visitar inúmeras escolas e de entrevistar diversos professores e personalidades da educação, da cultura e da política - de Adriano Moreira a António Sampaio da Nóvoa ou Marcelo Rebelo de Sousa-, o Prof. Jorge Rio Cardoso não tem dúvidas: o grande desafio da nova escola será tornar o aluno e as suas aprendizagens no centro do processo educativo, dando-lhe a possibilidade de ser o próprio a construir o seu conhecimento. Mas, para além dos conteúdos, é essencial preparar para a vida; e as capacidades de pesquisa, análise e comunicação, as atitudes, o comportamento, o trabalho em grupo, a criatividade e a liderança são fundamentais. O autor defende uma escola que leve a realidade do mundo actual para as salas de aula, que propicie trabalho colaborativo e uma abertura ao exterior através da tecnologia. São essenciais conteúdos mais práticos e pluridisciplinares, analisados numa lógica de projecto, horários mais flexíveis e aprendizagens baseadas na aquisição de competências em final de ciclo. A sua voz é a de cada vez mais alunos, pais e professores: queremos uma escola que se reinvente em permanência, para responder aos constantes desafios com que é confrontada.
Nº Páginas: 192
Sinopse:
A solidão é o mal do século: a epidemia da Covid-19 criou desertos de solidão quase intransponíveis. Com o acesso de cada vez mais pessoas às novas tecnologias podemos estar em contacto virtual com todo o mundo, sem estarmos realmente com alguém. É cada vez mais fácil passarmos longos períodos isolados. Mas o ser humano é um animal social. Impõe-se então perguntar: Sabemos lidar com a solidão? É possível estar só e ser-se feliz? Que prejuízo pode ter para o nosso bem-estar a falta de contacto com outras pessoas? O autor dá-nos a conhecer casos de experiências de isolamento sob matizes variados, quer de figuras heroicas, quer de pessoas anónimas, introvertidas e extrovertidas, alegres e tristes, enérgicas e calmas, mais fortes ou mais frágeis do ponto de vista psicológico, solitárias e sociáveis. Genuíno Madruga na sua volta ao mundo, João Garcia no topo do monte Evereste, Michael Collins a orbitar a Lua e tantos outros. Estes homens pioneiros e corajosos partilham uma capacidade incomum: a de estarem sozinhos consigo próprios sem sentirem solidão. Mas o que é afinal a solidão? Como é que ela se distingue de estarmos sós? Como evitar sofrer quando a solidão nos toca?
Nº Páginas: 416
Sinopse:
José Saramago, Prémio Nobel da Literatura em 1998, é certamente o escritor português mais traduzido, e mais lido, no estrangeiro. E, no entanto, talvez não seja tão profundamente conhecido no seu próprio país como seria de esperar. Portugal reconhece-o pelos livros que escreveu e que surpreenderam muitos milhares de leitores, mas desconhece-o porventura em muito da sua intimidade e até do seu pensamento. Durante as dezenas de horas de conversas sem tabus de que resultou Uma Longa Viagem com José Saramago, procurou-se ir além de algumas verdades feitas sobre o autor que reinterpreta o Evangelho, que optou pelo exílio ou que profetiza a inevitabilidade da União Ibérica.As respostas de José Saramago foram analisadas por vinte e quatro outros entrevistados, que comentam as suas declarações e a sua prática da escrita, tudo isto num cenário de reportagem dos lugares por onde a sua vida passou e de investigação e análise da sua obra.Há palavras nunca ditas e outras reditas sob o olhar da atualidade. Sem reticências, como compete a quem durante tão grande conversa começou e acabou um novo livro, e a meio achou que não teria mais vida para terminar o desafio de se revelar num diálogo pouco habitual por tão extenso. Uma Longa Viagem com José Saramago será, a partir de agora, uma peça imprescindível para conhecer melhor a vida e a obra de um grande escritor português.
Nº Páginas: 312
Sinopse:
Sabia que o falsificador é o ladrão mais justo de todos? Ou que a propriedade privada foi inventada por monarcas corruptos para cobrar mais impostos? Que as sociedades anónimas foram criadas para esconder a identidade dos nobres agraciados pelos reis? Ou que devemos os seguros às pessoas que não são solidárias? Normalmente, vemos a História sob a lupa do sucesso, das guerras, das descobertas… No entanto, todas as invenções sociais resultaram dos nossos impulsos, instintos e emoções: desde o medo ao perdão, passando pela ambição, inveja, insatisfação, compaixão e desejo de poder. Estes e tantos outros factos explicam a forma como nos organizamos, como trabalhamos e como foram forjadas as nossas ambições, direitos e liberdades actuais. Em "Uma História Diferente do Mundo", Fernando Trías de Bes analisa a evolução das civilizações através dos seus comportamentos. O resultado é uma leitura surpreendente, divertida e inovadora, que desvenda as arquitecturas psicológicas e profundamente humanas que sustentam o nosso sistema social.
Nº Páginas: 672
Sinopse:
Este livro não é uma história exaustiva da Maçonaria em Portugal, mas sim um contributo para uma melhor compreensão da vida dessa organização entre nós durante quase trezentos anos. As balizas temporais justificam-se, a primeira - 1727 -, pelo início da Maçonaria em Portugal, ainda que sem a participação de portugueses. A última - 1986 - constitui o momento em que se consumou a primeira cisão na Maçonaria Portuguesa depois de Abril de 1974, multiplicando-se, a partir de então, o aparecimento de novas Obediências.
Conteúdo da obra:
I - Entre Luzes e Sombras (1727-1797)
II - Entre Cila e Caríbdis - A Maçonaria Portuguesa entre 1797 e 1819
III Esperanças, Desafios e Ilusões (1820-1834)
IV - A Tentação Política - Entre a Dispersão e a Busca de Unidade (1834-1868)
V Maçonaria à Margem da Política
VI - O Grande Oriente Lusitano Unido (GOLU) - Supremo Conselho da Maçonaria Portuguesa (1869-1879)
VII - Tempos de Incerteza (1880-1899)
VIII - O Lento Caminho da Republicanização (1900-1910)
IX - O Período Áureo (1910-1914)
X - A Cisão de 1914 e o Grémio Luso-Escocês
XI - Anos Tempestuosos (1915-1925)
XII - República e (ou) Ditadura (1926-1929)
XIII - O Grão-Mestrado do General Norton de Matos (1930-1935)
XIV - Mas Há sempre Uma Candeia… (1935-1974)
XV - Quem Quis sempre Pôde - O Reavivar das Luzes (1974-1986)
Nº Páginas: 808
Sinopse:
"Conscientes da importância do conhecimento das nossas origens e do nosso desenvolvimento enquanto povo independente que, conservando as mais antigas e estáveis fronteiras da Europa teve períodos de esplendor e conseguiu ultrapassar crises mais ou menos profundas e dificuldades diversas, procurámos narrar uma história de Portugal que possa ser facilmente consultada pelos estudantes e por todos os que, não sendo especialistas, se interessam pela forma como temos evoluído como nação e pelos fenómenos que têm constituído as alavancas do devir histórico do nosso país." A presente edição segue o texto da obra da autora, História de Portugal, em 7 volumes ilustrados, publicada pelo Círculo de Leitores, a que se fizeram as necessárias adaptações.
Nº Páginas: 208
Sinopse:
"Os factos e os dados objetivos apresentados neste livro demonstram bem que a única experiência governativa portuguesa de aplicação de um conjunto coerente de princípios da social-democracia que até hoje existiu foi altamente benéfica para Portugal e para os Portugueses. Os valores da social-democracia moderna, com destaque para a dignidade da pessoa humana, a democracia pluralista, a justiça social, a igualdade de oportunidades, o acesso aos cuidados de saúde, a difusão cultural, a defesa do ambiente, a economia de mercado e a livre iniciativa privada como fonte primária do crescimento económico, a concertação social e o reformismo, continuam a ser desafios para os governos da atualidade. Estou firmemente convencido de que a repetição de uma experiência de social-democracia, adaptada aos tempos do século XXI, produziria resultados igualmente positivos."
Nº Páginas: 232
Sinopse:
Nesta obra, são alvo de análise os diversos aspectos do actual puzzle geopolítico, económico e social do continente africano, nomeadamente: a criação e desenvolvimento de instituições eficazes e transparentes, o investimento na educação, a renovação de estruturas de diversificação da economia, os dilemas da industrialização e a imperiosa necessidade de dar e ouvir a voz da sociedade civil.
Nº Páginas: 232
Sinopse:
Na cidade da morte a vida não pára. O Estado Islâmico é, provavelmente, de todas as realidades do século XXI, a mais difícil de compreender. nas regiões que controla é impossível entrar. Eu quis aproximar-me o mais possível. E foi ali, em Mossul, em noites de calor escaldante, moscas, cavalos e cães selvagens, que escrevi este livro. Quando cheguei a Lisboa editei, acrescentei, organizei o texto, mas o lugar da escrita, o ponto de vista, a minha casa, foi ali, rente ao palco do massacre, na fornalha de Julho e da guerra.
Nº Páginas: 296
Sinopse:
Em 1958, em plena ditadura, as eleições preparavam-se para ser mais uma encenação para manter aparências. Mas, ao contrário do que Salazar desejaria, a corrida para a Presidência da República foi um agitar sem precedentes das águas paradas do Estado Novo: Humberto Delgado, um homem do regime e militar no activo, juntou-se à oposição e candidatou-se, apesar da censura, das intimidações da PIDE e do desfecho previsível e condicionado nas mesas de voto. Influenciado pelos anos que viveu nos EUA, o "General sem Medo" lançou-se numa campanha com um profissionalismo comunicacional inédito no país, de aproximação às pessoas, com slogans e soundbites que perduraram muito além do período eleitoral - como "Obviamente, demito-o" ou "o medo acabou" -, e encheu praças e auditórios pelo país numa onda de entusiasmo democrático há muito apagado. Como este livro reconstitui, a campanha de Humberto Delgado foi um verdadeiro "terramoto político", e a maior ameaça que o Estado Novo enfrentou nos seus 40 anos de existência.
Nº Páginas: 208
Sinopse:
O Japão é um país com uma história rica e fascinante, marcada por milénios de transformação e adaptação constante. Desde as primeiras comunidades costeiras da era Jomon até à ascensão dos samurais, passando pela influência da China e da Coreia, a chegada desafiante do Ocidente e os traumas da modernidade e da guerra, o arquipélago tem navegado por séculos de mudança radical. Em "Uma Breve História do Japão", Christopher Harding oferece uma introdução essencial e perspicaz à construção de uma sociedade e cultura únicas. Longe de se limitar a datas, batalhas e grandes acontecimentos, o autor mergulha na vida quotidiana dos japoneses ao longo do tempo, explorando a sua visão do mundo através da cerâmica, do teatro "No" e "Kabuki", da arquitetura, da comida e das artes marciais. Com base na mais recente investigação académica, Harding revela a natureza única do Japão - um país que soube filtrar e adaptar influências externas de forma criativa, mantendo valores intrínsecos que lhe permitiram superar desafios e prosperar. Uma leitura envolvente que irá transformar a sua perceção deste país extraordinário e resiliente.
Nº Páginas: 208
Sinopse:
Os textos recolhidos neste livro testemunham, e são testemunho, de alguma da minha experiência europeia. O entusiasmo com a perspectiva da adesão - que parecia um sonho inatingível para quem saía das águas pardas e cinzentas do Estado Novo, que projectava no exterior uma imagem de um Portugal fechado, retrógrado e pobre, enquanto no interior tínhamos a sensação de não participar no banquete de democracia, prosperidade e vitalidade em que se deliciava a Europa Ocidental, ou seja, a que ficava para além dos Pirenéus. A experiência exaltante dos primeiros anos após a adesão, coincidente com a fase de aprofundamento das Comunidades Europeias de que Delors foi, e continua a ser, o expoente. A maturidade mais cautelosa face à adaptação das ainda Comunidades às alterações decorrentes da queda da URSS, e os consequentes saltos voluntaristas da União Monetária e da União Política.
Nº Páginas: 500
Sinopse:
Organizadores: António Marujo e a Maria Julieta Mendes Dias Escreveu o padre Anselmo Borges acerca da teologia de Bento Domingues: "Trata-se de uma teologia do Reino de Deus [que é] o futuro de Deus enquanto ‘o horizonte mais abrangente de esperança’ para o mundo em todos os domínios da vida, incluindo, portanto, a política, a cultura, a economia, a ecologia." De todos esses temas tratam as crónicas antologiadas neste volume e dedicadas a questões sociais e políticas: a presente crise económico-financeira e os estragos que ela está a provocar à democracia e à Europa, a reflexão ética sobre o exercício do poder, o escândalo gritante da miséria de tantos em contraste com a opulência de alguns, a busca da justiça social, o absurdo da guerra e da corrida armamentista, o diálogo entre culturas e religiões como caminho para a paz, a laicidade como possibilidade de exercício da dimensão religiosa das pessoas em sociedades democráticas. Também a (falta de) alma da Europa, o desafio da paz, da esperança e da justiça no Médio Oriente, as ilusões e utopias da América Latina ou a busca de novos rumos para a martirizada África marcam a reflexão que aqui se reúne. Uma reflexão caracterizada pela lucidez, liberdade e bom humor, na forma de fazer teologia na praça pública a que frei Bento Domingues nos habituou.
Nº Páginas: 360
Sinopse:
“Para onde caminha o mundo se deixarmos aprofundar o fosso que separa irremediavelmente os ricos — os imensamente ricos — dos pobres, mesmo nas sociedades mais desenvolvidas? “Se nada fizermos para regulamentar a ordem internacional, no sentido da paz, da justiça e do direito — revigorando a ONU e recusando o ‘directório dos países ricos’, criado com que legitimidade? Se não formos capazes de corrigir os atentados contra os equilíbrios ecológicos do Planeta, que estão a pôr em risco a biodiversidade e a própria sobrevivência da espécie humana? Se não conseguirmos dar resposta — e de forma global — aos desafios com que estamos confrontados, neste nosso novo século, que ultrapassam obviamente os Estados nacionais e pressupõem uma consciência ou uma cidadania global?” Neste seu novo livro, Mário Soares, ex-presidente da República e um dos mais proeminentes políticos do século XX português, reúne um conjunto de artigos publicados em jornais sobre variados temas actuais e polémicos como a globalização, a cimeira da Terra, a convenção europeia, a estratégia anti-terrorista, o 11 de Setembro, o regresso dos Bush e do partido republicano, a guerra no Iraque e o anti-americanismo.
Nº Páginas: 144
Sinopse:
Magnífica combinação de texto e imagem reflectindo e dialogando com o confinamento e os efeitos que ele teve na nossa paisagem psicológica e física. José Jorge Letria escreveu e Inácio Ludgero fotografou. Neste livro e nesse encontro da escrita e da fotografia somos surpreendidos e comovidos pela incrível mudança das ruas, dos jardins, dos transportes públicos, dos seres humanos. A Covid-19 e o confinamento que ela causou deram lugar a um mundo de ausência e abandono, como nunca o tínhamos lido, como nunca o tínhamos visto.
Nº Páginas: 160
Sinopse:
Andrew Solomon, conhecido dos leitores portugueses através dos livros O Demónio da Depressão e Longe da Árvore, reúne neste volume uma série de textos sobre o suicídio, analisado sempre a partir de uma história pessoal ou de um caso concreto: quer do círculo mais íntimo do autor, como, por exemplo, o inesperado suicídio do exuberante amigo Terry, ou o suicídio assistido da mãe; quer de figuras públicas, como os de Anthony Bourdain ou Robin Williams, ou até os de celebridades literárias, como David Foster Wallace ou Sylvia Plath. Um Crime da Solidão reflete sobre o suicídio, as suas causas e circunstâncias (solidão, depressão), o efeito de imitação, os aspetos facilitadores (como o fácil acesso a armas) e a incompreensível incidência em pessoas aparentemente realizadas e bem-sucedidas. São nove magníficos textos, na prosa sempre inteligente e cativante de Andrew Solomon.
Nº Páginas: 256
Sinopse:
Este livro tem a modesta ambição de contribuir para a nossa reflexão coletiva, como interessados no futuro da saúde do nosso país. Para esse feito, recorrendo-me à arte médica, extrapolei para esta publicação uma organização de conteúdos em três partes. Iniciei esta reflexão procurando fazer o diagnóstico detalhado da situação presente e da sua evolução ao longo das quatro décadas de existência do Serviço Nacional de Saúde. Feita essa análise, e estabelecido o diagnóstico, procurarei oferecer um conjunto de opções terapêuticas para o futuro do sistema de saúde português. A profundidade e nível de detalhe das propostas e ideias que vão sendo apresentadas têm geometria. Isto leva-nos à última parte do livro: o caminho para a cura. Expostas que estão as opções terapêuticas é fundamental que todos tenham uma palavra a dizer sobre qual o caminho que devemos seguir enquanto país, para garantir o pleno cumprimento do sonho de uma cobertura universal da saúde e do bem-estar da população.
