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Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 128
Sinopse: O último livro de Nuno Júdice, o que o poeta tinha preparado para publicação no ano em que nos deixou. Conforme nos conta Manuela Júdice na introdução deste livro, Nuno Júdice morre em Março de 2024 deixando três pastas com poemas para o livro que dizia estar preparando. Saem dessas pastas os poemas para este livro, Primeiro Poema, o título que ele revelara ao Ricardo Marques. O trabalho de completar o «livro incompleto» foi feito pelo Ricardo Marques, estudioso da obra do poeta e seu amigo, e por Manuela Júdice, a sua mulher de toda a vida. E, neste Primeiro Poema, voltamos a ouvir a voz de Nuno Júdice, os seus temas, a sua poesia.
Edição: Mar 2026
Nº Páginas: 384
Sinopse: A família Burgess era perfeita, vivia numa casa amarela no topo de uma colina da pacata cidade de Shirley Falls, até o patriarca morrer num acidente de contornos bizarros. Assombrados pela tragédia, Jim e Bob Burgess abandonam a cidade natal assim que podem, para fazer vida em Nova Iorque. Jim, carismático e ambicioso, constrói uma carreira de sucesso como advogado corporativo, a passo que Bob, um bom coração ensombrado pelo remorso, tenta encontrar o seu lugar à sombra do irmão mais velho. Sem esquecer os traumas da infância, levam na cidade grande uma vida confortável, apenas ameaçada pela crise de meia-idade. Mas a ameaça chega de onde já não esperavam, quando a irmã Susan - a Burgess que ficou para trás, gémea de Bob - os chama de regresso a casa, para ajudar o filho Zach, um «mosquinha morta» acusado de um crime de ódio. No cenário da sua infância, as tensões, os silêncios e os ressentimentos ressurgem de formas inesperadas, comprometendo a difícil tarefa de se reconciliarem com o passado, antes que seja tarde demais. Elizabeth Strout retorna a Shirley Falls, a pacata cidade do Maine que simboliza tantas pequenas cidades americanas, para nos apresentar a Bob Burgess, irresistivelmente humano e imperfeito. Com a sensibilidade e delicadeza que a caracterizam, oferece-nos uma história inesquecível sobre o que significa pertencer: a uma família, a um lugar e a nós mesmos.
Edição: Mai 2026
Nº Páginas: 288
Sinopse: Uma fascinante exploração da vida, da morte e do que vem à tona no proverbial último instante da vida. Uma fascinante exploração da vida, da morte e do que vem à tona no proverbial último instante da vida. Rushdie concentra a sua extraordinária imaginação no último ato da vida com um quinteto de histórias que abrangem os três países nos quais exerceu o seu ofício Índia, Inglaterra e Estados Unidos da América e apresentam um elenco de personagens inesquecível. «No Sul» mostra-nos um par de velhos conflituosos Júnior e Sénior e a sua tragédia privada num momento de calamidade nacional. Em «A Música de Kahani», uma música-prodígio oriunda dos arrabaldes de Mumbai retratados em Os Filhos da Meia-noite utiliza os seus dotes mágicos para causar a ruína da família rica do marido. Em «Atrasado», o fantasma de um académico de Cambridge recruta a ajuda de uma aluna solitária para exercer vingança sobre a pessoa que o atormentou durante a vida. «Oklahoma» mergulha um jovem escritor numa teia de enganos e mentiras ao procurar descobrir se o seu mentor se matou ou simulou a sua própria morte. Finalmente, «O Velho da Praça» é uma vigorosa parábola bem atual sobre a liberdade de expressão. Será que nos adaptamos à morte, ou insurgimo-nos contra ela? Vivemos o nosso «último instante» serenamente ou com raiva? E como podemos atingir a realização nas nossas vidas se não conhecemos o final das nossas próprias histórias? O Último Instante reflete sobre a vida e a morte, o legado e a identidade, com a visão penetrante e a ilimitada imaginação que fizeram de Salman Rushdie um dos mais aclamados escritores do nosso tempo.
Nº Páginas: 480
Sinopse:
Seis décadas, seis livros, seis edições especiais. O primeiro livro de uma coleção de tiragem única que celebra os 60 anos das Publicações Dom Quixote. «Era inevitável: o cheiro das amêndoas amargas recordava-lhe sempre o destino dos amores contrariados.» «O Amor nos Tempos de Cólera é um romance [...] onde se fundem o fulgor imagístico, o difícil triunfo do amor, as aventuras e desventuras da própria felicidade humana [...] ao longo dum flashback de quatrocentas páginas vertiginosas, compostas numa espécie de pauta estilística e musical, da qual não estão sequer ausentes o humor, a poesia e a vertigem das imagens. Aí recupera o leitor o ritmo encantatório duma escrita que não tem conhecido imitadores à altura. O Amor nos Tempos de Cólera cifra, ainda, um apelo desesperado à vida contra a morte; ao amor total contra a solidão; à docilidade do destino contra as suas fatalidades frias e inexoráveis. É um livro para viver.» João de Melo, no posfácio «Um absoluto domínio da forma narrativa.» El País
Nº Páginas: 32
Sinopse:
Inspirado pela ternura da sua própria experiência como avô, António Mota apresenta-nos um livro cheio de afetos, memórias e descobertas. Entre cheiros, sabores e emoções, estas páginas celebram a relação mágica entre avós e netos, com o humor, a sensibilidade e o encanto que só um verdadeiro contador de histórias sabe transmitir.
Edição: Set 2026
Nº Páginas: 208
Sinopse: Um livro de culto para todos os que se interessam pela mitologia do 25 de Abril. O Dia dos Prodígios, primeiro romance de Lídia Jorge, publicado em 1980, constituiu um importante acontecimento literário. Tendo sido reconhecido de imediato o seu potencial inovador, continua a ser hoje em dia um livro de culto para todos os que se interessam pela mitologia do 25 de Abril. Trata-se de um longo poema narrativo cuja acção decorre numa aldeia remota do Portugal profundo, visitada pela primeira vez pelos soldados da Revolução, mas os locais, preocupados com a morte de uma serpente, não entendem a mensagem da boa nova. Sobre a sua forma, tão particular e inovadora, escreveu Pierre Léglise-Costa «Lídia Jorge foi beber ao passado comum das mulheres mediterrânicas e desta extremidade do mundo ocidental que é a sua terra. Para traduzir os ritos, os gestos, os gritos e a ternura, ela encontrou o tom e as formas das litanias que, particularmente no Sul de Portugal, são a expressão, comum e muito antiga, tanto da vida como da esperança.» Tão prodigioso quanto o seu título, O Dia dos Prodígios constitui um tesouro literário inestimável.
Edição: Mar 2026
Nº Páginas: 168
Sinopse: Paris, maio de 1945: o Hotel Lutetia foi transformado em centro de repatriamento para sobreviventes do holocausto nazi. Louis, um estudante do ensino médio de 17 anos, está entre os voluntários encarregues de acolher os homens e mulheres que passaram pelo inferno na terra, e durante esse período conhece Edith. Edith é uma sobrevivente de Birkenau. Os dois formam um vínculo estreito que transcende os silêncios da jovem, aprisionada como está nas suas memórias terríveis, e a história da própria família de Louis. Para os pais de Louis, não sabem que ele vai diariamente ao hotel para cuidar dos deportados. E no decurso da históira Louis descobre que o seu pai foi motorista durante a guerra e transportou muitos judeus para os campos de detenção em Drancy, e por isso ele não o pode perdoar. Quebra-se assim e de forma irreparável o elo entre pai e filho.
Nº Páginas: 224
Sinopse:
Coreia, 1929. Na capital, que então se chamava Gyeongseong, enquanto o Ocidente difunde pouco a pouco a sua cultura "moderna", o Japão impõe a lei do ocupador. Arisa Jo, filha de um rico negociante, e Jun Seomoon, o jovem herdeiro de uma nobreza destituída, encarnam essas influências contrárias e os violentos conflitos interiores que elas fazem despontar em cada coreano. Ao contar-nos a história do destino de dois jovens que tudo põe em confronto na Coreia ocupada dos anos trinta, Yudori confirma o seu talento de autora e a incrível beleza do seu trabalho gráfico.
Edição: Out 2026
Nº Páginas: 384
Sinopse: Itália, 1977. As praças e ruas do país fervilham de violência, mas Rossella Casini, uma jovem de vinte anos, estudante de Psicologia, leva uma existência tranquila em Florença, amparada pelos pais, que não permitem que lhe falte nada. A pacatez dos seus dias, porém, vê-se abalada pelo aparecimento de Francesco Frisina, um estudante da Calábria que vive longe de casa. O amor que cresce entre os dois é diferente de tudo o que qualquer um deles havia sentido até então. Só que Francesco guarda um segredo: a sua família tem ligações à Máfia calabresa, a temível 'Ndrangheta. Rossella acompanha o namorado à casa da sua família, numas férias, e apercebe-se de que ali, no Sul do país, em contraste com a serenidade da paisagem bucólica, tudo se rege por códigos de honra brutais, silêncio e poder, e que desafiá-los acarreta um preço muito elevado. A rapariga decide pagar o preço que for necessário para arrancar o namorado do vórtice de violência que devora tudo e todos. A 22 de fevereiro de 1981, Rossella Casini desapareceu sem deixar rasto. O seu corpo nunca foi encontrado, mas o Estado veio a reconhecê-la como vítima da 'Ndrangheta. Roberto Saviano, um dos mais corajosos autores do nosso século, deu-lhe voz neste romance poderoso sobre a força de um sentimento que se recusa a sucumbir à violência.
Edição: Mar 2026
Nº Páginas: 472
Sinopse: Com tradução de Pedro Madeira e Sebastião Belfort Cerqueira, precedido de Premissas e Primícias e sucedido de Adenda Lukácsiana Talvez a explicação para o facto de estes autores terem conseguido com tanta frequência que os quadros do passado que apresentam sejam convincentes esteja na sua sensibilidade para a realidade do presente, mais do que em qualquer outra coisa. Salvo algumas raras excepções, fizeram-no sem recorrer a arcaísmos ou apoiar-se demasiado no uso de adereços históricos. Não tiveram medo de lidar com a miséria, o tédio, o pó ou a sordidez da morte. Apresentaram muitas vezes heróis despretensiosos afligidos por dilemas nada pitorescos. Apresentaram heróis históricos sem assumir que o seu único atractivo concebível reside nas vitórias que obtiveram. A sua abordagem do passado pode ser designada como reconstrução, se por essa palavra se entender a reconstituição funcional e essencialmente destituída de sentimentalismo de um dado período histórico, dando mais atenção à descoberta dos usos a que se presta do que à singularidade pitoresca, a fim de lhe fixar com precisão um lugar no continuum da história humana. Há um processo alternativo, mais romântico e sentimental, a que se pode chamar restauro. Compraz-se na exibição de quadros estáticos e na recuperação minuciosa de figurinos e cenários. Faz desfilar, com o entusiasmo de um antiquário, os seus homens e mulheres em majestosas procissões e copia a sua fala na linguagem tortuosa de Wardour Street. Tais atitudes talvez ainda não se tenham perdido completamente, mas estão hoje muito menos em evidência do que estavam há meio século. Tendo chegado ao fim da sua história, o herói desta linhagem antiga recapitula as suas aventuras num espírito de reminiscência jovial. Os pássaros cantam nas árvores, o aroma fresco de maio entra-lhe pela janela e algures no interior da casa espaçosa ouve-se a voz alegre da mulher que entoa uma canção que traz à memória as horas agridoces dos primeiros amores, das guerras, das despedidas e das reconciliações. Agora tudo é paz, e, durante um momento, o tempo parou. O futuro não pode trazer senão felicidade e memórias gratas.
Edição: Jun 2026
Nº Páginas: 304
Sinopse: No dia em que a ETA anuncia o abandono das armas, Bittori dirige-se ao cemitério para contar junto do túmulo do seu marido, o Txato, assassinado pelos terroristas, que decidiu voltar para a casa onde viveram. Poderá conviver com aqueles que a perseguiram antes e depois do atentado que transformou toda a sua vida e a da sua família? Poderá saber quem foi o encapuzado que num dia chuvoso matou o seu marido, quando voltava da sua empresa de transportes? Por mais que chegue às escondidas, a presença de Bittori irá alterar a falsa tranquilidade da terra, sobretudo da sua vizinha Miren, amiga íntima noutros tempos, e mãe de Joxe Mari, um terrorista preso e suspeito dos piores receios de Bittori. O que aconteceu entre essas duas mulheres? O que é que envenenou a vida dos seus filhos e dos seus maridos tão unidos no passado? Com as suas angústias disfarçadas e as suas convicções inquebrantáveis, com as suas feridas e as suas valentias, a história incandescente das suas vidas antes e depois do estouro que foi a morte do Txato, fala-nos da impossibilidade de esquecer e da necessidade de perdão numa comunidade desfeita pelo fanatismo político. Toni Fejzula adapta num impressionante romance gráfico, com um estilo narrativo visual e artístico sem comparação possível, um dos romances mais importantes do panorama literário atual.
Nº Páginas: 192
Sinopse:
Num prédio consumido pelas chamas, Amélia perde mais do que um lar: perde o refúgio onde guardava as memórias de uma vida marcada por silêncios e dores. Desse momento em diante, a sua existência solitária cruza-se com a pequena Sofia e com Alzira, uma vizinha idosa que insiste em cuidar dela. Enquanto Amélia tenta reconstruir-se, as sessões de terapia com Joana revelam camadas profundas de um passado que teima em não desaparecer. Sofia, inicialmente uma presença reconfortante, torna-se um espelho dos traumas e desejos não realizados de Amélia, levando-a a questionar a própria realidade. Senhora de Si é um livro sobre perda, cura e a coragem de enfrentar os fantasmas do passado para encontrar um novo sentido na vida.
Edição: Mai 2026
Nº Páginas: 336
Sinopse: O Projeto Anemone revolucionou o mundo ao permitir a transferência de memórias negativas para outras pessoas, a troco de dinheiro. O procedimento é caro, exclusivo e promete um recomeço limpo. Seraphine e Lázaro Delambre são o casal sensação do meio artístico: ela, uma compositora e intérprete em ascensão e ele um ilustrador consagrado pela sua arte obscura. Por trás da imagem pública, escondem um casamento marcado por silêncios e demónios que decidem entregar ao Anemone. Do outro lado do privilégio, Bento vive na corda bamba. Endividado e exausto, trabalha como estafeta e aceita tornar-se recetor das memórias tóxicas de um desconhecido. A empresa garante que nunca se lembrará delas nem saberá a quem pertenceram. Até ao dia em que faz uma entrega em casa dos Delambre e é Seraphine quem abre a porta. Nesse instante, um ódio intenso e inexplicável desperta dentro dele. As memórias deixam de ser difusas. Tornam-se reais. Violentas. E nada volta a ser como antes. O Peso dos Outros é um thriller psicológico inquietante sobre memória, culpa e relações num mundo refém da tecnologia, onde esquecer é um privilégio e alguém tem sempre de carregar o que foi deixado para trás.
Edição: Mar 2026
Nº Páginas: 64
Sinopse: Declaração dos Direitos da Mulher e da Cidadã foi redigida em 1791, em resposta à Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, de 1789, que excluía as mulheres dos privilégios colhidos pela Revolução Francesa. Ensaios, contos, poemas, dramas, cartas, manifestos testemunhos de ideias que ora mudaram, ora sustentaram o mundo nas várias formas que assumiu desde a invenção da palavra. Apresentamos os Little Black Classics, uma coleção que celebra a literatura com textos breves de grandes escritores.
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 40
Sinopse: O único livro infantil escrito por Han Kang, vencedora do Prémio Nobel de Literatura No Reino do Céu, há muito que as fadas são responsáveis pelo tempo, sobretudo pela chuva. Mas fiar nuvens dia após dia não é tarefa fácil: as vestes com asas enrolam-se nos tornozelos, o cabelo preso no alto da cabeça pesa tanto que até segurar o pescoço se torna difícil e repetir sempre a mesma tarefa acaba por ser muito aborrecido. É então que duas fadinhas, fartas das roupas desconfortáveis e de estarem sempre a fazer a mesma coisa, resolvem largar as nuvens e partir numa viagem muito alegre pelo mundo! Mal imaginam elas que ver o mundo lá de cima não é bem o mesmo que estar cá em baixo... Uma história divertida e encantadora para descobrir que os relâmpagos e trovões podem, afinal, ser obra de duas fadinhas traquinas.
Edição: Mai 2026
Nº Páginas: 208
Sinopse: Na Praceta das Tílias, onde as pessoas mal se veem na azáfama dos dias, ninguém sabe o que acontece na porta ao lado. É entre quatro paredes que nasce esta história. Esmeralda esforça-se por ser a mãe que lhe faltou em criança e por dar à filha o que não teve. E Teresa parece ter tudo para ser uma adolescente feliz. Porém, uma descoberta perturbadora estilhaça a harmonia familiar e põe à prova os laços entre mãe e filha. Ao contrário da sua amiga Teresa, Ana Lurdes cresce desamparada numa casa onde o amor não entra, refugiando-se nos poemas que escrevinha nas aulas. Já Sebastião, que guia um táxi pela cidade, anda desnorteado desde que a vida lhe trocou as voltas; quem o segura é Olívia, a filha sempre atenta ao que a rodeia sobretudo quando observa Teresa da janela do seu quarto e desenha o que mais ninguém vê. E Lúcia julga que tem tudo controlado, até ao dia em que sofre um ataque violento; mas, quando volta à casa da infância para se restabelecer, percebe que o maior perigo, afinal, vem de onde menos esperava. A turbulência que abala todas estas personagens levanta o pó do que está para trás, deixando a descoberto cicatrizes e segredos. E, quando tudo falha, até os vínculos mais fortes se podem romper. Uma Porta de Vidro entre o Céu e o Inferno o quarto romance da autora já duas vezes finalista do Prémio LeYa é uma obra notável pela sua contenção ao falar de temas extremamente difíceis com extraordinária elegância. Surpreende até à última página e oferece-nos um bom retrato da juventude contemporânea.
Edição: Fev 2026
Nº Páginas: 112
Sinopse: Camélia está sentada num banco. Ao seu lado, encontra-se um livro lá pousado, abandonado. Ela começa a folheá-lo. No interior do livro, uma palavra, pela mão de um desconhecido, convida-a a levá-lo Em sua casa, Camélia descobre que algumas palavras parecem estar rodeadas, formando frases O desconhecido diz sentir-se entediado com a sua vida quotidiana, sonhando com uma vida amorosa intensa e desconcertante, como só se lê nos romances. Mas quantos de nós não sonham com uma vida igual à dos romances? Camélia rodeia seis palavras em resposta: nós, somos, dois, você, e, eu E volta a pousar o pequeno livro sobre um banco Na época das mensagens de telemóvel e dos e-books, Um Livro Esquecido num Banco é uma história encantadora entre dois apaixonados por livros Uma conexão epistolar terna e cativante, em contracorrente do mundo digital contemporâneo.
Edição: Ago 2026
Nº Páginas: 312
Sinopse: Quando Jonas foi engolido pelo grande peixe, tentava apenas escapar para o território que é agora Portugal. Foi aqui que Aníbal encontrou os guerreiros, as armas e o ouro que tornaram possível a sua marcha sobre Roma; e Júlio César, a fortuna que lhe permitiu as conquistas da Gália e da Inglaterra. Durante a Idade Média, mais a norte, os governantes árabes integraram Portugal na civilização mais avançada do mundo. Após a conquista de Lisboa, pelos Normandos, o novo Portugal levou Veneza à bancarrota e tornou-se a nação mais rica da Europa. Antes de ser eleito Papa, com o nome de João XXI, Pedro Hispano, nascido em Lisboa, escreveu um dos primeiros compêndios modernos sobre Medicina que, um século mais tarde, era livro de consulta obrigatória em quase toda a Europa. Os Portugueses levaram as túlipas, o chocolate e os diamantes para a Holanda, introduziram na Inglaterra hábito do chá das cinco e deram a Bombaim a chave do Império. Ensinaram a África a proteger-se contra a malária e levaram carregamentos de escravos para a América. Introduziram, na Índia, o ensino superior, o caril e as chamuças e, no Japão, a tempura e as armas de fogo.
Nº Páginas: 368
Sinopse:
Nomeado para Melhor Fantasia YA no Goodreads Choice Awards «Nunca encontraram o corpo do primeiro e único rapaz que me partiu o coração. E nunca o encontrarão.» Alessandra está cansada de ser ignorada, mas tem um plano na manga para se tornar mais poderosa: 1. Deslumbrar o Rei das Sombras. 2. Casar-se com ele. 3. Matá-lo para conquistar o trono. Ninguém conhece os limites do poder do recentemente coroado Rei das Sombras. Há quem diga que ele consegue dominar as sombras que o rodeiam para que elas se submetam às suas ordens, enquanto outros dizem que as sombras falam com ele, revelando-lhe os pensamentos dos seus inimigos através de ténues sussurros. Alessandra sabe o que merece e tudo fará para o conseguir, mas não é a única que o pretende matar. À medida que surgem tentativas de assassinato ao rei, ela tenta mantê-lo vivo o máximo possível para que ele a escolha como rainha ao mesmo tempo que luta para não colocar o seu coração em risco. Afinal, haverá melhor companheira para o Rei das Sombras que uma rainha astuta e vil?
Edição: Set 2026
Nº Páginas: 192
Sinopse: Com Sentados na Relva (publicado pela primeira vez em 1986), integrado na série «Cadernos de Um Escritor», Fernando Namora reata o diálogo com o leitor, interrompido em 1975. Toda a sua obra de não-ficção é um depoimento incontornável sobre a nossa época, sobre parte do século XX português. Sentados na Relva é um testemunho das inquietações, um relato das vivências do que viu e do que experimentou mas, acima de tudo, é um repto ao futuro e aos factos e ideias do presente que estão no génese das suas raízes.
Edição: Mar 2026
Nº Páginas: 176
Sinopse: Uma antologia pessoal com 9 contos que confirma a exímia contista que é Luísa Costa Gomes. «Não lhe interessam, como a todo o grande espírito não interessam, os pormenores de como chegar a chefe de vendas, em que empresa, em que ano, a vender o quê. Fundamental é conhecer o seu objectivo, a sua vontade de vencer. Invocar as forças positivas do universo. Não admite qualquer negatividade à sua volta. Se Isabel se atreve a questioná-lo sobre a forma de concretizar o seu sonho, ou de se empenhar em procurar qualquer outro emprego de tempo mais rentável, acusa-a de economicismo, abespinha-se todo, chega a deprimir. Convenceu-se muito cedo de que basta querer muito ser chefe de vendas para chegar a sê-lo. O músculo da vontade é que deve ser forte e Inácio exercita-o, ora na praia, ora no leito, e até bastante tarde. Ali onde o vemos, de papo para o ar, atravessado na cama do casal às onze horas da manhã, Inácio é um vencedor.» (in «Triunfo do Triunfo», 2007) Triunfo do Triunfo reúne pela primeira vez em livro contos dispersos em periódicos e antologias. Uns de veia mais abertamente satírica, como a noveleta que dá título à colectânea, muito refundida para esta edição, outros de tom ambíguo, humor vago, à procura de definição. Chamem-lhe fantasista, também pode ser. Trata-se de uma escolha da autora, que decidiu, necessária e caprichosamente, diz ela, incluir os contos de que ainda gosta, com que ainda se identifica e que não se envergonha de assinar.
Edição: Out 2026
Nº Páginas: 184
Sinopse: Lucho Bordenave, relojoeiro amador, leva uma vida pacata e apagada até ao dia em que Diana, a sua bela e amada esposa, começa a comportar-se de forma estranha e tirânica. O internamento desta no misterioso Instituto Frenopático, que promete uma cura inovadora para os males psicológicos, porém, só vem piorar a vida de Lucho. Na ausência da mulher, a cadela que entretanto adopta, também de nome Diana, é o seu único consolo. Quando a sua esposa finalmente regressa a casa, já não parece a mesma pessoa. Será que os médicos do Instituto foram longe demais? Na tentativa de descobrir o que aconteceu verdadeiramente, sucedem as mais inusitadas peripécias que arrastarão Lucho para um inquietante emaranhado de almas e corpos que irão romper o fino véu que separa a realidade do imaginário e a lucidez do sonho e da loucura. Reflexão sobre o amor e a identidade em forma de parábola, que combina humor e uma atmosfera alucinatória, Dormir ao Sol é um dos livros fundamentais de Bioy Casares e da literatura argentina. Tradução do castelhano de Antonio Sabler.
Edição: Set 2026
Nº Páginas: 408
Sinopse: «Era um lamento sem tristeza. O homem estava no coração do Brasil. E o silêncio fruía a si mesmo. Mas se a brandura era o modo como se ouvia a noite, para a noite a brandura era a sua própria aguda espada, e na brandura a noite toda estava contida.» Dividido em três capítulos e girando em torno de três personagens Martim, Vitória e Ermelinda , este é um livro primorosamente construído em torno de mistérios, alegorias e ligações paradoxais. Martim está em fuga de um crime que acredita ter cometido, e mergulha na noite, na selva, nas sombras, avançando entre o medo e o fascínio. As primas Vitória e Ermelinda vivem numa propriedade remota e silenciosa, e o seu quotidiano é sobressaltado pela chegada inesperada de Martim, que ali ficará a trabalhar. Um homem que encerra um enigma e cujo espírito é habitado pela escuridão. Um homem em busca de «saber qual é a ação de um homem». Num romance profundamente metafísico, Martim, alter ego de Clarice Lispector, parece estar sempre diante de uma quase-epifania: vive a sua vida como destino e encontra no instante antes da queda uma hipótese de salvação.
Nº Páginas: 272
Sinopse:
Descubra os segredos para cuidar dos seus dentes de forma natural, que vão revolucionar o seu bem-estar físico e emocional, através de práticas simples e eficazes. Este livro é um guia completo para desvendar os segredos escondidos nos nossos dentes e aprender a cuidar da nossa dentição de forma natural, que nos vai mostrar o impacto profundo que isso terá no nosso bem-estar físico e emocional. Para Yola Figueiredo, a medicina dentária vai para além dos dentes: é um caminho para a saúde integral do ser, por isso adota uma abordagem técnica e integrativa, tratando cada paciente como uma obra única, cuidando do físico, mental e emocional. Em Pela Boca Nasce a Saúde a autora explora a medicina dentária natural, abordando não só os tratamentos dos sintomas, mas também quais as possíveis causas dos desequilíbrios do corpo. O livro trata sobre a fisiologia dos dentes, explicando as suas funções e a origem das bactérias que causam cáries. Mostra-nos igualmente qual o impacto da presença de químicos artificiais em produtos dentários, quando usados em abordagens médicas menos naturais. Além disso, oferece dicas práticas e medidas para melhorar a saúde oral, incentivando uma rotina mais saudável e natural.
Edição: Mai 2026
Nº Páginas: 720
Sinopse: (A habitação é um direito constitucional.) Uma sociedade que não garante habitação estável, acessível e digna não falhou apenas numa política pública. Falhou em quase todas as políticas públicas. E falhou na sua capacidade de estruturar o futuro. A habitação não é um setor: é a infraestrutura silenciosa de tudo o resto. Sem casa não há natalidade sustentável, nem saúde mental resiliente, nem mobilidade social, nem produtividade consistente, nem coesão territorial. Há apenas improviso, precariedade e exclusão. Tudo disfarçado de normalidade. Se esta obra cumprir o seu objetivo, não resolverá o problema da habitação em Portugal. Mas, para já, começará a elevar o debate e a integrá-lo em várias perspetivas. Num país onde se governa reagindo aos efeitos em vez de enfrentar as causas, isso, pensamos, já é um passo decisivo.
Nº Páginas: 352
Sinopse:
Nas catacumbas artísticas de Berlim, onde a música techno e a droga enchem armazéns ainda marcados pelas guerras do século XX, Nila, de dezanove anos, aspirante a fotógrafa, encontra finalmente a sua tribo. Nascida na Alemanha, filha de pais afegãos, criada em habitações sociais grafitadas com suásticas, atraída pela filosofia, fotografia e sexo, Nila passou a adolescência a desiludir a família enquanto procurava a sua voz enquanto jovem mulher e artista. É, então, na névoa da lendária vida noturna de Berlim, que Nila conhece Marlowe Woods, um escritor americano cuja carreira literária em declínio lhe abre os olhos para uma vida de liberdade pessoal e artística. Mas à medida que Nila se vê puxada para a órbita controladora de Marlowe, tensões raciais feias e mal submersas começam a agitar a Alemanha e a família e a comunidade de Nila. Depois de um ano a fugir do seu futuro, Nila faz a si própria a pergunta mais importante: Quem é que ela quer ser? Uma história de amor e família, raves e Kafka, sobre ficar acordada toda a noite e sobreviver aos erros da juventude, Linda Menina é o virtuoso romance de estreia de uma jovem poeta que, agora, é uma nova voz relevante na ficção.
Nº Páginas: 280
Sinopse:
Como é que encontramos vida alienígena a distâncias cósmicas? O que é de facto a vida? Durante milhares de anos, os humanos têm-se interrogado se estaremos sozinhos no cosmos e pela primeira vez, na nossa história, dispomos de tecnologia para investigar. Mas quando se procura vida noutros lugares, percebe-se que não é assim tão simples. A astrofísica Lisa Kaltenegger, diretora do Instituto Carl Sagan, lidera uma equipa multidisciplinar dedicada a desenvolver ferramentas para detetar vida em exoplanetas. Neste livro, utiliza a Terra como uma Pedra de Roseta para interpretar a história e a biosfera do nosso planeta, oferecendo insights para a busca por vida em outros mundos. Com entusiasmo, a autora explora exoplanetas extraordinários, como aqueles cobertos por oceanos de lava ou deambulantes no espaço, e discute os melhores candidatos a planetas habitáveis. A autora mostra-nos como a ficção científica se aproxima cada vez mais da realidade.
Edição: Mai 2026
Nº Páginas: 184
Sinopse: Em Busca narra a trajetória de Saber, um jovem egípcio que, após a morte da mãe, descobre que o pai, que julgava morto, afinal está vivo. Larga então a sua vida sem rumo e parte para o Cairo em busca desse pai desconhecido, de quem apenas sabe o nome: Sayed Sayed el Reheimy. Nessa demanda, Saber envolve-se com duas mulheres que parecem encarnar destinos opostos: Elham, uma jovem ingénua e sincera, funcionária de um jornal, que se apaixona por ele, e Karima, a esposa sensual e calculista do seu senhorio cuja influência o empurra para caminhos cada vez mais obscuros. Dividido entre o desejo de uma vida tranquila e a atração pelo abismo, Saber vê-se enredado numa teia de mentiras, tentações e escolhas irreversíveis. Mais do que uma história de procura, Em Busca é uma poderosa alegoria da luta interior pelo sentido da existência, num mundo moralmente ambíguo, onde as decisões individuais refletem a crise espiritual de uma sociedade em transformação.
Edição: Mai 2026
Nº Páginas: 432
Sinopse: Situado nas décadas de 1950 e 1960, Um Grão de Trigo é uma poderosa narrativa sobre os últimos dias do domínio colonial britânico no Quénia, centrada na pequena aldeia de Thabai. Durante e após a sangrenta revolta dos Mau Mau, a luta pela independência transforma profundamente a vida dos seus habitantes. Entrelaçando mito e realidade, o romance revela as dores, as tensões e os silêncios que moldam uma nação em transição. No centro da história está Mugo, um homem reservado que, apesar de venerado como herói da resistência, guarda um segredo. À sua volta, outras vidas são marcadas pelo peso da história: antigos combatentes, sobreviventes da repressão e aqueles que escolheram caminhos ambíguos num tempo de rutura. À medida que a independência se aproxima, compromissos são honrados, amizades desfazem-se e o amor é posto à prova. Com uma escrita densa e profundamente humana, Ngg wa Thiongo revela os dilemas individuais por detrás das grandes transformações políticas. Um Grão de Trigo é uma obra marcante sobre culpa, memória e busca por uma identidade num mundo em mudança.
