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Edição: Fev 2026
Nº Páginas: 184
Sinopse: Para Ulysse Ducerf, a matemática dificilmente o entusiasma, mas é impossível fugir dela quando lhe é prometido um futuro brilhante: a École Polytechnique e um dia assumir a cimenteira da família. Este é o desejo do pai de Ulisses, porém este é surpreendido por graves acusações: 10 anos antes, a sua empresa teria participado no esforço de guerra alemão. A família instala-se na Borgonha, onde Ulisses conhece um homem rude e reservado. O choque é imediato: Cyrano e a excelente culinária mudarão a vida de Ulisses para sempre... Esta história culinária na França dos Anos 30 gloriosos irá aguçar o apetite dos leitores ao mesmo tempo que coloca questões tão necessárias quanto universais: o que é o prazer e a amizade? Onde está a realização... e como podemos alcançá-la?
Edição: Set 2026
Nº Páginas: 368
Sinopse: As irmãs Von Riesen não poderiam ser mais diferentes. Elfrieda é aparentemente perfeita: uma mulher fascinante, pianista famosa, feliz no casamento. No entanto, deseja morrer. Yolandi é um completo desastre: uma mulher divorciada, que vive precariamente e se envolve com os homens errados. Deseja, com todas as forças, que a sua irmã se mantenha viva. À cabeceira de Elf após mais uma tentativa de suicídio, Yoli, dilacerada pelas suas próprias desventuras, procura um caminho para que a irmã desista de morrer: «Quando era pequena, prometi à Elf que lhe guardaria o coração. Que o preservaria para sempre, dentro de um saquinho de seda, como Mary Shelley fez com o coração do marido poeta, que se afogou.» Pequenas desgraças sem importância alcança um equilíbrio perfeito entre o que aquece o coração e o que o despedaça. Num dos seus mais intensos e geniais romances, Miriam Toews, entre a comédia da vida e a tragédia da morte, realiza o impossível: desarma-nos e faz-nos rir perante o infortúnio. Cativante e terno, este é um livro que deixa à vista a fragilidade da existência e desperta no leitor um poderoso desejo de viver.
Nº Páginas: 320
Sinopse:
Um Homem Comum num Tempo Incomum é mais do que um livro de memórias é um testemunho pessoal e reflexivo de um médico que, inesperadamente, se viu envolvido na política, especialmente durante a pandemia da COVID-19. A obra revisita as origens e valores que moldaram o autor, a vocação pela medicina e a entrada acidental na política. O livro detalha os bastidores do combate à pandemia, destacando os desafios enfrentados como secretário de Estado da Saúde e as decisões difíceis tomadas em momentos críticos. Apesar das dificuldades, o autor valoriza cada vida salva e os ensinamentos que daí resultaram. Além disso, apresenta um balanço das suas vivências políticas, das ilusões e desilusões, e reflete sobre o futuro do sistema de saúde em Portugal, defendendo a importância de consensos e reformas duradouras. A obra termina com uma mensagem de esperança: tempos difíceis podem formar gerações extraordinárias e a memória, se bem usada, ajuda a construir um futuro melhor.
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 400
Sinopse: A literatura colonial, para muitos uma pseudo-literatura ou uma literatura imoral, possui uma clara importância estético-literária e cultural, uma vez que é tributária de toda uma tradição que, de um modo mais ou menos marcado, tem regido as principais redes das relações de identidade e de alteridade ao longo da história da humanidade os helénicos e os bárbaros, os cristãos e os pagãos, os muçulmanos e os infiéis, os civilizados e os primitivos ou selvagens, os desenvolvidos e os subdesenvolvidos. mpério, Mito e Miopia - Moçambique como invenção literária permite não necessariamente reabilitar ou legitimar a literatura colonial não é esse o objetivo , mas tão-somente compreender, problematizando, a especificidade de um modo de (re)inventar mundos, segundo uma lógica alicerçada numa pretensa supremacia cultural, ética e civilizacional. O imaginário dominantemente representado pela literatura colonial ainda subsiste e leva-nos a falar numa colonialidade intemporal e proteica, em exercícios permanentes de travestimento representacional seja ele literário ou extraliterário. O presente que hoje vivemos, nesta globalidade difusa, desequilibrada e inquietante, não faz mais do que confirmá-lo.
Nº Páginas: 260
Sinopse:
Calar a violência é aceitá-la. Todos os dias tropeçamos neles. Nos números. São terríveis e falam de vários tipos de violência. Violência doméstica, violência psicológica, servidão humana, abuso de poder, abuso económico, crimes de ódio, discriminação, xenofobia, bullying, cyberbullying e por aí fora. São números que matam, quantas vezes, mas que, como todos os números, não têm cara, nem voz, nem alma, nem coração. Neste livro procurámos trazer a voz, a alma e o coração a algumas histórias que, diariamente, nos chegam pela via dos números. Não foi fácil encontrar quem quisesse partilhar connosco o seu testemunho. Contar uma história que queremos enterrar para sempre é vivê-la novamente. É precisa muita coragem, e há quem nem sequer a consiga encontrar para fugir ao flagelo em que vive. O silêncio nunca é de ouro quando se trata de calar o inaceitável.
Edição: Nov 2025
Nº Páginas: 528
Sinopse: Como conectar pessoas, empresas e organizações com impacto Este livro nasce da convicção profunda de que a comunicação ¿ pessoal ou organizacional ¿ não é apenas um instrumento, mas antes uma competência crítica, um ato com consequências estratégicas e, muitas vezes, um reflexo direto da cultura e da liderança de pessoas e organizações. Depois de obras que deram voz a Portugal, à Liderança, à Saúde, à Inteligência Artificial, à Sustentabilidade, à Economia e Crescimento, à Internacionalização ou à Literacia Financeira, chegou o tempo de dar palco à Comunicação. E estamos a fazê-lo da forma que acreditamos ser a que tem mais impacto: escutando muitos, escutando quem pensa, quem pratica, quem erra e quem aprende ¿ e, claro está, quem decide.
Edição: Nov 2025
Nº Páginas: 42
Sinopse: Depois de ter deixado para trás a pequena casa de campo onde nascera, Natália partiu para a cidade, onde viveu uma vida rica e intensa. Porém, com o passar do tempo, a cidade foi crescendo e ela encolhendo, até que, aos noventa anos, decidiu que estava na hora de regressar à sua casita no bosque. Mas por lá ainda a esperavam novas e inesperadas aventuras... A obra vencedora do XVIII Prémio Internacional Compostela de 2025 desvela uma narrativa de subtil fundo poético e de múltiplos níveis de leitura, ao longo da qual Squilloni aborda o tema do tempo e da memória, sem esquecer o da natureza ou da arte. Com uma composição que se destaca ainda pelos silêncios que convidam à reflexão sobre o sentido da viagem de vida da protagonista, dialogam também as ilustrações de Raquel Catalina, ricas na sua diversidade de enquadramentos, perspectivas e sequências de imagens, e no contido uso da paleta cromática, em contraste com o tratamento do preto e branco.
Edição: Jun 2026
Nº Páginas: 208
Sinopse: Cenas de uma Infância reúne num só volume o melhor da prosa curta de Jon Fosse, Prémio Nobel de Literatura. Algumas destas narrativas, como os pequenos retalhos coligidos que dão título ao volume ou «O Cabelo da Lin», evocam as primeiras vezes - as amizades, as perdas, o amor, a descoberta do desejo, os momentos de felicidade e de fracasso retumbante - adentrando-se vagamente no terreno autobiográfico. Outras, como «Ele», o primeiro texto publicado do autor, ou «E então o meu cão há-de voltar», apresentam um cariz distinto, marcadamente onírico ou mesmo de crescente tensão, mas sempre no estilo minimalista e musical que caracteriza a obra de Jon Fosse. Escritos entre 1981 e 2013 e seleccionados com a ajuda do próprio autor, estes textos permitem testemunhar a trajectória de uma voz literária inconfundível que foi aprimorada ao longo dos anos, demonstrando que também na narrativa breve Jon Fosse exerceu a sua mestria e inovação.
Edição: Set 2026
Nº Páginas: 32
Sinopse: «Nos livros que leio, as avós têm o cabelo branco, apanhado no cimo da cabeça. Eu tenho duas avós: a Nina e a Tita, mas A Tita tem o cabelo comprido. A Nina usa-o ruivo e curto.» Uma proposta original e bem-humorada que desafia os clichés sobre as avós! Nina e Tita não são como as avós dos livros. Não caminham com bengala nem passam os dias em casa a tricotar Uma anda sempre apressada, gosta de preparar churrascos e vai à piscina; a outra anda de bicicleta, adora comida saudável e faz ioga. Afinal, será que os livros se enganaram? Ao longo de uma festa de aniversário, com toda a família reunida, a pequena protagonista desta história vai fazer uma descoberta que esclarecerá todas as dúvidas! Ilustrado por Raquel Catalina, «Nina e Tita» é um livro perfeito para ler e partilhar em família. Uma celebração dos laços intergeracionais que convida o leitor a repensar os estereótipos associados à idade e a descobrir, com humor e afeto, a vitalidade das avós de hoje.
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 624
Sinopse: Os contos de Roberto Bolaño, mestre na forma curta, condensam todo o universo literário do autor, um dos mais insurgentes e singulares das letras contemporâneas. São histórias povoadas por personagens em constante errância, das franjas da América Latina às cidades espectrais da Europa: poetas obscuros, criminosos moralmente ambíguos, mulheres enigmáticas, exilados em busca de um lugar só seu. Como num plano previamente desenhado pelo autor, um «campo minado» legado aos seus leitores, personagens e fios narrativos entrelaçam-se compondo uma espécie de ficção total, um organismo vivo, que abre incontáveis possibilidades de associação com as suas partes e o restante da sua obra, como são exemplo as aparições em vários destes textos dos famosos detectives selvagens Belano e Ulisses Lima, ou a ligação entre o primeiro e o último conto, jogos literários que somente uma leitura continuada, num único volume, pode proporcionar. Organizado por ordem cronológica, Contos Completos inclui todos os contos escritos por Bolaño: quer os volumes já publicados (Telefonemas e Putas Assassinas), agora em nova tradução, quer os inéditos em Portugal (O Gaúcho Insuportável, O Segredo do Mal e O Contorno do Olho), revelando a potência de uma voz que irrompeu como uma novidade e sacudiu o cânone literário tornando-se um fenómeno mundial.
Edição: Mai 2026
Nº Páginas: 608
Sinopse: A vida é difícil em Rainshadow City, um lugar onde a pobreza e a corrupção estão em todo o lado e a sobrevivência é a única opção. Toshiko, Jun e Mei são uma família que vive à margem da lei, com a vingança nos seus corações.Haru é o filho da Imperatriz, destinado a herdar o terrível legado da sua mãe. Theo é um membro relutante dos Lucky Crows, uma organização criminal clandestina. QuandoToshikorouba uma pérola de dragão ao líder dos Crows, todos os seus caminhos se cruzam ao longo de dois intensos dias que vão mudar para sempre o futuro de Rainshadow City. Uma reflexão profunda sobre o poder da comunidade, da família que escolhemos e da capacidade de nos reerguermos perante um mundo que nos tenta derrubar.
Edição: Jan 2026
Nº Páginas: 296
Sinopse: Metade de um século passou sobre a independência da sua terra ancestral, altura em que o seu pai já emigrara da ilha cabo-verdiana de Santiago para Portugal. Meia centena é também o número de textos que compõem a estreia literária de Dino DSantiago. Esta estreia não resulta de uma produção linear, nem nasceu da intenção de se tornar livro, mas germinou de forma orgânica, num processo de escrita e de autoconhecimento que se foi alimentando mutuamente. Escrever foi pedir licença à ancestralidade, voltar às memórias do passado, olhar para o presente e esperançar o futuro. Ao ser desafiado a publicar o que escreveu, o autor acreditou que a partilha da sua experiência, das suas reflexões sobre o quotidiano, do seu sentir, e também dos seus conflitos e vulnerabilidades, revela aquilo que ele em nenhum momento deixa de ser: o homem comum que, apesar da carreira artística, não abre mão dos papéis de pai, filho, irmão e marido. Se a pena é a língua da alma, Cicatrizes exprime sem precedentes a natureza íntima do seu criador.
Edição: Jun 2026
Nº Páginas: 192
Sinopse: Rebecca e Happy apressam-se rumo a Belial Gore com um «remédio» para salvar Weisz, que foi baleado. No entanto, durante o caminho, ambos acabam capturados por Sylph, a guerreira do vento. Ao mesmo tempo, Sylph e o seu irmão Jin colocam-se no caminho de Shiki e Homura O confronto com o «Alquimista das Trevas» torna tudo ainda mais intenso. Mas o grupo ainda não faz ideia de que as «trevas» do inimigo são muito mais aterradoras do que poderiam imaginar. O que irá acontecer?
Edição: Ago 2026
Nº Páginas: 240
Sinopse: «Tudo o que entra na literatura passa os confins do mundo dos fantasmas e, ao penetrar no universo da linguagem, abandona o seu invólucro carnal. O mundo do texto é um espectro, projetado por um aprendiz de ilusionista na alvura das nossas consciências.» Ao sair da clínica de Beelitz, onde foi visitar uma querida amiga apanhada por um acidente vascular cerebral, o autor transforma a sua melancolia num passeio, tanto para se aquecer como para afugentar a tristeza que o aflige. Enquanto cai a noite precoce e chuvosa do outono berlinense, Mathias Enard caminha pela cidade e pela sua história. Como numa conversa interior algo dantesca, o seu espírito deambula, vasculha o tempo e a geografia, examina a noção multiforme de fronteiras, de limites e descobre em todo o lado as clareiras, a esperança melancólica: nas suas lembranças, nas suas leituras ou na sua prática ativa da amizade - que nunca se encontra muito afastada da sua experiência da literatura. Norte é o primeiro volume desta Melancolia dos Confins em quatro estações, na qual, sob o nosso olhar, Mathias Enard desenha o seu atlas pessoal, cartografia íntima de um mundo feito de hiperligações, incansavelmente percorrido. E consegue, mais uma vez, o tom certo para celebrar os encontros e a diversidade.
Edição: Mar 2026
Nº Páginas: 72
Sinopse: Livro vencedor, por unanimidade, do primeiro Prémio de Poesia Nuno Júdice (2025) Entra-se na casa pelo pátio venceu por unanimidade a primeira edição do Prémio de Poesia Nuno Júdice. É um livro íntimo, feminino e muito emotivo, embora nunca sentimental, com uma poesia clara, mas não simplista. Um texto de extraordinária contenção, sobretudo tendo em conta a sua grande profundidade. Destacam-se temas como a maternidade, a importância do espaço doméstico e o refúgio da cozinha como lugar de intimidade e criação (num quotidiano tratado sempre sem vulgaridade), o luto, a relação entre as casas e os poemas, entre a construção do texto e a construção da casa. É também um livro sobre a escrita em si mesma, assim homenageando o patrono do prémio, Nuno Júdice.
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 96
Sinopse: Vincent, o corvo, é o anfitrião que nos leva numa viagem pelo cemitério de Nevermore, enquanto dá a conhecer as histórias (macabras e sombrias) que se escondem em alguns das suas campas. Uma antologia de histórias curtas de terror, Tales from Nevermore, é ao mesmo tempo uma homenagem aos grandes clássicos do género. São seis histórias de amor, traição, terror, ciúme, ganância e arrependimento... Cada uma dessas histórias irá conduzir o leitor a um desfecho mais ou menos inesperado e sombrio. Com ilustrações impressionantes, este é um livro que vai muito além do terror e surpreende o leitor a cada página. Porque nunca se sabe o que podemos encontrar num livro fechado ou na página seguinte. Este é um livro que existe também para além das páginas do livro físico e por isso permitirá ao leitor descobrir um universo clássico, mas em expansão constante e interactiva. Vincent, o corvo, está sempre à espera de novos habitantes para o seu cemitério Tales from Nevermore, agora com uma 2ª edição, é a surpreendente obra de estreia como autores de Banda Desenhada de Pedro N. e Manuel Monteiro, que arrecadou Prémios e o reconhecimento do público.
Nº Páginas: 408
Sinopse:
Enquanto se prepara para a luta da sua vida, Jana Berzelius descobre uma traição ainda mais explosiva e insidiosa que a vai envolver intimamente numa sórdida rede criminosa. Quando uma rapariga tailandesa morre de overdose numa operação de tráfico de droga, as pistas apontam para Danilo, o criminoso que a procuradora Jana Berzelius mais quer destruir. Desejosa de apagar toda e qualquer prova da sua infância sórdida, Berzelius vê-se forçada a perseguir a sua némesis mortífera, com quem partilha um passado horrendo. Enquanto isso, a polícia judiciária está a centrar todas as atenções no cabecilha do mercado dos narcóticos, há muito enraizado na Suécia, conhecido pelo nome de Velho. Até agora, ninguém viu esse marginal diabólico em carne e osso; é como uma sombra, mas uma sombra merecedora do máximo respeito. Berzelius anseia por desvendar a identidade deste criminoso, ao mesmo tempo que procura clandestinamente Danilo, que ameaçou expô-la e revelar quem ela é na realidade. A procuradora sabe que terá de o matar primeiro, antes que ele possa pôr a nu os seus segredos. Se fracassar, perderá tudo.
Edição: Jan 2026
Nº Páginas: 176
Sinopse: Ensaio em sete partes Neste ensaio divertido e sempre estimulante que prossegue, e de certo modo desenvolve, as reflexões apresentadas nos seus livros A Arte do Romance e Os Testamentos Traídos , Milan Kundera oferece-nos uma viagem aos locais mais emblemáticos do romance moderno. O mundo é-nos sempre ocultado por uma «cortina» de interpretações pré-concebidas, de imagens falaciosas, de representações enganadoras. A função do romance é precisamente rasgar essa «cortina» para revelar algum aspeto até então desconhecido da nossa existência os fragmentos de verdade a que só os autênticos romancistas podem fazer-nos aceder. Em A Cortina, Kundera descreve habilmente como os melhores romances fazem isso mesmo.
Edição: Fev 2025
Nº Páginas: 240
Sinopse: Publicada originalmente em 1879, esta colectânea de contos populares é a primeira do género que aparece em língua portuguesa. Uma obra que nos devolve o imaginário e o maravilhoso da nossa cultura popular, e de que fazem parte, entre outras, História da Carochinha, A Formiga e a Neve, O Coelhinho Branco, A Raposa e o Lobo, O Compadre Lobo e a Comadre Raposa, Os Dois Irmãos, O Príncipe Sapo, O Príncipe com Orelhas de Burro e A Moura Encantada.
Edição: Fev 2026
Nº Páginas: 224
Sinopse: Maria dos Canos Serrados é a história de uma moça de má rês que se torna pior ainda. Arredores de Lisboa. Maria, vinte e muitos, adora a igualdade de liberdades, o seu namorado gigolô, as noites intoxicadas com as amigas e a ideia de vir a ser directora. Mas, de um dia para o outro, vê-se desamada, despedida e falida. E, entre resignar-se ou virar a mesa, Maria decide acertar contas de arma em punho. Contada de rajada na primeira pessoa, Maria dos Canos Serrados é uma história desbocada, nascida da Grande Crise. Uma reflexão sobre a nova mulher, que não precisa de um Clyde para ser Bonnie.
Edição: Out 2026
Nº Páginas: 240
Sinopse: Numa cidade norte-coreana nos anos oitenta, a sétima filha recém-nascida de um casal é abandonada pelos pais. Resgatada de forma milagrosa pelo cão da família, a criança recebe o nome de Bari, em homenagem à princesa de uma antiga lenda que sofreu o mesmo destino. Uma década mais tarde, durante a grande fome que assola o país, a família desmembra-se e Bari vê-se obrigada a fugir, encontrando primeiro refúgio na China, para logo depois, juntamente com outros imigrantes clandestinos, embarcar no porão de um navio de carga numa perigosa viagem pelo oceano com destino a Londres. É nesta cidade europeia que Bari põe em prática os extraordinários poderes premonitórios por si herdados e que a aproximam da princesa lendária. Romance de formação cativante, obra que entrelaça de modo magistral o mágico, o onírico e a realidade dos nossos dias, Princesa Bari é um dos livros mais aclamados de Hwang Sok-yong, por muitos considerado o mais importante autor coreano da atualidade, até hoje inédito no nosso país.
Edição: Set 2026
Nº Páginas: 272
Sinopse: As «vidas» dos outros agora são também a vida da Granta em Língua Portuguesa O novo número da mais conhecida revista literária do mundo, a Granta, tem o tema «Vidas» que inspirou textos sobre biografias, relações familiares (e até terapêuticas) complexas, o amor que nos aproxima do outro e existências que se estilhaçam. Como habitualmente, reúne textos originais em língua portuguesa, desta vez de autores como Helena Vasconcelos, Giovana Madalosso, Ruy Castro ou Valério Romão, além de contributos de grandes autores internacionais, como Ariana Harwicz, Doris Lessing ou Joshua Cohen. As «vidas» dos outros agora são também a vida da Granta em Língua Portuguesa Revista literária com publicação simultânea em Portugal e no Brasil, com Direcção de Pedro Mexia e Direcção de Imagem de Daniel Blaufuks.
Edição: Mai 2026
Nº Páginas: 256
Sinopse: Paris, 1978: Martim prepara-se para, escrevendo um diário, recuperar a memória dos tempos que viveu em Brasília. Submerso em cadernos, fotografias, folhas soltas, guardanapos rabiscados, cartas e diários de amigos, vai revivendo e recompondo os anos da sua formação, anos plúmbeos de feroz ditadura, anos auspiciosos de novidade. Nos anos 1960, muito jovem, Martim vê os pais separarem-se. Muda-se então de São Paulo para Brasília com o pai. Na cidade recém-inaugurada, trava amizade com um grupo de adolescentes de contextos sociais e familiares diversos. Une-os um projeto cultural e a luta contra o cerco do regime. Com eles, graças a eles, vai descobrindo o amor, o sexo, a amizade, a literatura, a política e o medo. Pairando sobre o fulgor da descoberta, nuvens negras ensombrecem a vida de Martim: a repressão política dos anos mais duros da ditadura e a dor da separação da mãe. O pai, com quem vive uma relação fria e intermitente, não basta para preencher o vazio aberto pelas cartas que a mãe não lhe escreve, pelos gestos de amor que não lhe estende, pelo reencontro sempre adiado. O fardo desta ausência pesará sobre Martim mesmo quando procurar o consolo no exílio em Paris. Num magistral romance de formação, primeiro de uma trilogia aclamada pela crítica, Milton Hatoum transita com a habilidade que lhe é própria entre as dimensões pessoal e social do drama e faz de uma rutura familiar a outra face de um país dividido.
Edição: Out 2026
Nº Páginas: 104
Sinopse: Língua-casa, língua-família, língua-prisão, língua-liberdade. E a literatura como questionamento de todos os limites, como desafio à realidade única, como espraiamento da existência. Neste breve e comovente ensaio, Leïla Slimani regressa à infância para recordar os primeiros passos nas línguas com que cresceu. A sua casa em Marrocos era uma Babel feliz. Mas, fora dos muros da casa, a língua cedo se revelou motivo de exclusão, de dedo apontado à diferença. É na literatura, afirma Leïla Slimani, que podemos combater esse dedo em riste e desafiar todas as fronteiras que nos encerram. Apaixonada pelas riquezas que o desconhecido e o incerto oferecem, a autora apresenta neste texto a sua mais íntima homenagem à escrita e à leitura como lugares de todas as dúvidas e de todas as possibilidades. «Escrever talvez não passe da tentativa desesperada de regressar a casa, a um país cuja língua teria de reaprender todos os dias. É preciso imaginar que em Babel vivemos felizes.»
Edição: Jun 2026
Nº Páginas: 704
Sinopse: O retrato de uma vida marcada pela perda, pela procura de sentido e por uma paixão que se revela a sua maior prisão. Philip Carey cresceu sem pais e com uma limitação física que, desde cedo, moldou a sua relação com o mundo. Criado pelos tios na rigidez sufocante de uma casa paroquial inglesa, é ainda um jovem tímido e inseguro quando parte para um colégio interno. A sua mente curiosa acabará por levá-lo mais longe, das academias de arte de Paris aos hospitais londrinos e às mesas de café onde se desperdiçam anos e talentos. Na sua busca por romper o isolamento que sempre o caracterizou, Philip vai descobrindo a complexidade da vida humana. No centro desse percurso, uma mulher Mildred, banal e indiferente , a quem ele não consegue deixar de amar, embora reconheça, lúcida e inutilmente, que esse amor o destrói. Servidão Humana, obra-prima de Somerset Maugham e um dos romances mais emblemáticos da literatura contemporânea, continua a interpelar-nos com a sua penetrante exploração da condição humana na sua nudez mais essencial: a distância entre o que desejamos ser e o que somos; entre o que sabemos e o que, ainda assim, escolhemos. Porque a verdadeira servidão não tem correntes. Tem apenas o rosto daquilo a que não conseguimos renunciar.
Edição: Mar 2026
Nº Páginas: 104
Sinopse: Ao regressar a casa depois da escola, um menino de oito anos vê a sua primeira vítima assassinada pela máfia, enquanto as bolas dos colegas batem nas persianas fechadas e os cromos de futebol passam de mão em mão. Esses «encontros» acabam por tornar-se quase banais - e é só como adolescente que descobre, em conversa com um colega que foi a Londres, que as mortes da Cosa Nostra são um exclusivo da cidade onde cresceu. Num passeio organizado pelo professor de Religião e Moral, decide então escrever as suas instruções para sobreviver a Palermo e entrega-as ao padre que, pouco depois, acabará morto com um tiro na nuca. No ano em que faz os exames de admissão à universidade, Davide fica sozinho na cidade, e a família, de férias nas Dolomitas, ouve a notícia da bomba que matou o juiz cuja vivenda fica mesmo em frente da sua casa e apanha o maior susto da sua vida. Davide Enia conta-se a si próprio neste texto belíssimo, que já foi levado à cena no seu país e no qual ele empresta a voz a três investigadores policiais que, como uma obsessão, uma vocação, um dever, lutaram e derrotaram o braço armado da máfia. As suas palavras correm por estas páginas como pelas ruas e vielas de uma cidade tão acostumada ao silêncio quanto ao rugido das bombas e onde o reflexo numa poça de sangue é o seu autorretrato.
Nº Páginas: 28
Sinopse:
Lisa tinha a certeza de que o vizinho do lado guardava um segredo. Apesar do chapéu e do bigode, a pele verde, as patas em vez de mãos e o pescoço estranhamente comprido não enganavam a pequena especialista em dinossauros. Infelizmente, não foi a única a perceber isso… Do autor premiado de O Urso e o Piano, esta história fala-nos da solidariedade e da aceitação daqueles que são diferentes de nós e vêm de fora. E lembra que todos temos o direito de concretizar os nossos sonhos. Pertencemos ao local que escolhemos para viver e onde somos felizes, não ao sítio em que nascemos. Mas ambos podem ter lugar no nosso coração.
Nº Páginas: 8
Sinopse:
Este livro aborda o valor da amizade. Dá exemplos de pequenos gestos de carinho que podemos ter para com quem nos rodeia e assim demonstrar a importância que as pessoas têm na nossa vida.
Edição: Set 2026
Nº Páginas: 64
Sinopse: Leonor tem oito anos e gosta de pombas. A mãe e a irmã não acham tanta graça a estas visitantes de penas, mas tudo muda quando Leonor descobre dois pequenos ovos num vaso da varanda. A partir desse dia, a família vê-se envolvida numa aventura inesperada: acompanhar o nascimento e crescimento de duas pombinhas. Entre sustos, descobertas, dias de espera e um grande temporal, Leonor vai perceber que até os animais mais comuns podem ter histórias extraordinárias para contar. Uma História de Todos os Dias, divertida e comovente, sobre empatia, natureza e respeito por todos os seres vivos. Com guia para pais e professores.
Edição: Jun 2026
Nº Páginas: 225
Sinopse: Nos dias de hoje, toda a gente quer ter um podcast. Glutão como é, o Manuel fez questão de impingir às pessoas dezenas deles.) Estamos nos roucos anos 20: é difícil encontrar um cidadão que não vocifere para um microfone. Os portugueses perderam a conta aos podcasts que existem. Manuel Cardoso fez questão de agravar o problema, inventando um por dia nas Manhãs da Comercial. De entrevistas a spin doctors vindos do ciberespaço a programas onde se inventam novas formas de urinar, passando por batalhas de hip-hop entre os rappers Carl Jung e Sigmund Freud, Bem-Vindo a Mais um Episódio de. pretende assegurar ao leitor que nunca mais terá de ouvir um episódio de um podcast na vida.
