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Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 128
Sinopse: O último livro de Nuno Júdice, o que o poeta tinha preparado para publicação no ano em que nos deixou. Conforme nos conta Manuela Júdice na introdução deste livro, Nuno Júdice morre em Março de 2024 deixando três pastas com poemas para o livro que dizia estar preparando. Saem dessas pastas os poemas para este livro, Primeiro Poema, o título que ele revelara ao Ricardo Marques. O trabalho de completar o «livro incompleto» foi feito pelo Ricardo Marques, estudioso da obra do poeta e seu amigo, e por Manuela Júdice, a sua mulher de toda a vida. E, neste Primeiro Poema, voltamos a ouvir a voz de Nuno Júdice, os seus temas, a sua poesia.
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 216
Sinopse: Em Minha Querida Mamã, A Mãe de Fernando Pessoa, João Pedro George toca um ponto sensível: o papel de Maria Madalena na vida do filho Fernando Pessoa nem sempre tem sido tido em devida conta pelos especialistas na obra do poeta. Graças à descoberta de um conjunto de poemas da mãe de Pessoa, que sobreviveram inéditos durante perto de 100 anos, este livro (que inclui outros poemas e excertos de cartas nunca publicados) vem resgatá-la dos porões do esquecimento, lançando uma luz poderosa, impregnada de um tom sépia, sobre a mulher mais importante da vida do artista que se desdobrou em Alberto Caeiro, Álvaro de Campos, Ricardo Reis ou Bernardo Soares. Organizada e apresentada pelo autor de O Super-Camões. Biografia de Fernando Pessoa, esta obra abre uma janela sobre o passado mais longínquo do genial poeta português, permitindo ao leitor ver a família de Pessoa através dos olhos da mãe.
Nº Páginas: 80
Sinopse:
"What’s in a Name" - A estranheza do inglês no título expressa a ambivalência da relação, de que sempre a poesia viveu, entre a coisa (nossa, do mundo) e a sua nomeação, apontando para a multiplicidade de sentidos que há neste livro. Nele se cruzam, em cumplicidade, o quotidiano e o cósmico, o poético e o político, a comoção e a ironia, o espanto e a indignação - em suma, a palavra e a vida.
Nº Páginas: 56
Sinopse:
Neste livro, originalmente publicado em 1992, Manuel Alegre homenageia o grande poeta da língua portuguesa que é também uma das suas grandes referências e permanente inspiração: Luís de Camões."Esta nação nasceu como poema.Teu canto e tu são nossa tromba de águasílaba longa sílaba brevesão nosso fogo de santelmo e consoantesnosso mapa tecido a azul e mágoasalso argento lenho levehaverá sempre em nós um nunca dantesamar e mar e nunca ter senãoBabilónia Sião rios que vão."
Nº Páginas: 88
Sinopse:
Plano Nacional de Leitura Livro recomendado para o Ensino Secundário como sugestão de leitura. Publicado pela primeira vez em 1973, "Véspera da Água" é um dos livros de Eugénio de Andrade onde, porventura, está mais presente o ofício da poesia e o exercício extremo da razão e da depuração da escrita. Disse Eugénio de si próprio não ser "[…] um poeta inspirado, o poema é em mim conquistado sílaba a sílaba." Como diz Carlo Vittorio Cattaneo, "Esta predisposição a racionalizar o processo criativo encontra um dos seus mais altos momentos em "Véspera da Água", uma obra dentre as mais complexas e homogéneas do poeta." O prefácio da presente edição é assinado por Federico Bertolazzi, que nos lança este repto: "O leitor que estiver disposto a abandonar o cais seguro das suas certezas poderá empreender a mais fascinante das navegações, num domínio para ele descortinado […]."
Nº Páginas: 84
Sinopse:
Novo título da colecção de Pedro Mexia. Uma das vozes mais promissoras e desconcertantes da nova poesia portuguesa.
Nº Páginas: 80
Sinopse:
No seu mais recente livro de poesia Filipa Leal fala-nos, com uma voz muito própria, de problemas e sobressaltos, dos dramas da sua geração mas também dos tumultos por que passaram as anteriores. "Havemos de ir ao futuro e, no futuro, estará finalmente tudo como dantes." Desfia memórias e cartografa emoções, porque afinal "[…] buscamos no quotidiano uma estrada onde se repita o amor e a casa de algum Verão."
Nº Páginas: 128
Sinopse:
Varanda de Inverno é o livro de estreia de Marta Chaves no catálogo da Assírio & Alvim. Deixamos um poema: FRUTOS DO ACASO Tal como tudo o cheiro do lápis acabado de afiar vai-se embora. No cinzeiro a ponta do cigarro que arde desperta o cedro. Tal como tu o cheiro regressa.
Nº Páginas: 72
Sinopse:
"O que João Gesta escreve é eminentemente resistência, uma natureza avessa, coisa da contracultura que não se apazigua, não se disciplina. O seu efeito não é atinente ao arrumado pelas classificações comuns, sua poética é apoética ou disfarçada de parangona, protesto de parede, boato nada dissimulado. A obra discreta de João Gesta representa um dos casos mais genuínos de coerência na corrosão do politicamente correcto. A ironização profunda da realidade, incluindo-se nas figuras sempre falhas e de que o mundo se faz, o seu tom impiedoso é sobretudo uma forma de terna desconstrução. Seu humor é sem violência, muito ao contrário, aqueles a que alude mais quer dominar sexualmente do que eliminar da face da terra. A sexualidade sinuosa, meio a prometer em cada verso, é fundamental para se entender quanto sua intenção é tanto um modo de desmascarar quanto de sedução e, nesse sentido, verdadeiramente não há opostos, proscritos ou santos. Tudo converge e pode participar, todos convergem e podem participar e ser amados. A mundividência de João Gesta não admite preconceitos como, desde logo, não aceita pudores entre a erudição e a coloquialidade. Da política à música, da espiritualidade à poesia, a vida pousa toda no livro de Gesta sem tretas. Na tradição de O'Neil ou César Monteiro, a espaços, acompanhado por Daniel Maia-Pinto Rodrigues, João Habitualmente, Regina Guimarães ou Nuno Moura. João Gesta é mestre da mais séria cerimónia, a que lida com seus convidados a nu." Valter Hugo Mãe
Nº Páginas: 440
Sinopse:
"Esta antologia é panorâmica e representativa, embora pessoal. A poesia chinesa é uma massa gigantesca: tem aqui uma gota de água, um breve leque para podermos ver-lhe a grandeza. Optamos por escolher poetas mas também poemas, embora não se tivesseme xplorado áreas que só recentemente no Ocidente foram mais trabalhadas (referimo-nos à poesia posterior ao século XVII). […] Partindo do Livro dos Cantares e terminando com um dos últimos grandes poetas da China, Nara Singde [Nalan Xingde], a antologia cobre os principais géneros, autores e modos. Excluíram-se nomeadamente o fu e o poema longo (li sao) por questões de espaço. Figuram vários poemas anónimos e canções populares, que são um dos tesouros mais vivos desta poesia. A decisão de terminar com Nalan Xingde poderá parecer controversa. Ela deve-se, no entanto, a uma opção. É que, e embora conheça a poesia deste período relativamente mal, ela entra efectivamente em declínio, passando a vitalidade desta cultura para a pintura, um Shitao (1641-c.1710 ou 1720) por exemplo, para o romance, Shitouji (A História da Pedra), mais conhecido por o Sonho do Pavilhão Encarnado (Hongloumeng), ou para a historiografia, caso de Zhang Xuesheng (1738-1801). Além de que o poeta manchu é um digno fecho, e um certo romantismo seu anuncia aquele outro que a Europa, em breve, veria. Mas este encontro fica para outra vez." Gil de Carvalho
Nº Páginas: 56
Sinopse:
Como o próprio título diz, "Um Teatro às Escuras" é um conjunto de poemas a várias vozes, como se de uma peça de teatro se tratasse. Uma peça que se desenrola na escuridão de um teatro onde Ele e Ela são as personagens principais, protagonistas de uma ruptura que adivinhamos, mas onde o Público, o Contra-regra, o Encenador, o Electricista, e até Haydn, o autor da música têm uma palavra a dizer. O escritor Pedro Tamen foi o vencedor de 2011 do prémio literário Casino da Póvoa atribuído na 12ª edição do Correntes d"Escritas.
Nº Páginas: 480
Sinopse:
"A Colômbia, como Portugal, é um país de poetas. Esta não é uma antologia crítica nem exaustiva. A ter sido crítica teria contido menos autores, a ter sido exaustiva teria necessariamente que incluir muitos mais. O meu objetivo foi desde o princípio reunir num só volume aquelas que considero as mais belas poesias colombianas. Esta é, assim, uma antologia de poemas e não de poetas. Estão aqui reunidos trabalhos de autores muito díspares entre si, grandes poetas e poetas menores, poetas cultíssimos e poetas populares. Nos seus versos encontra-se representada boa parte da memória lírica do meu país." LAUREN MENDINUETA
Nº Páginas: 176
Sinopse:
"Preocupo-me com os deuses. O meu tridente não enxerga divindades. Mesmo no céu, no último reduto que julgava possível eles já o abandonaram. É novo mistério para explicar, para filósofos e religiosos penetrarem no poder das cogitações. Emigrados na terra, sem mar e sem espaço os deuses ficam mais limpos, mais puros, apeados da parafernália dos domingos e feriados." Ruben A.
Nº Páginas: 72
Sinopse:
Neste livro, o primeiro da autora a ser publicado pela Assírio & Alvim, Rosa Alice Branco fala-nos de lugares e de afectos, de memórias e de objectos, de amor e de design. A temperatura das flores é uma coisa que só neste frio nos vem à cabeça. O frio nem sempre é dele. Às vezes pertence à cidade desagasalhada, tão agora como antes. Mais do que as coisas mal ditas são as coisas por dizer na opacidade dos olhos. As janelas da cidade como se tivessem as persianas caídas pelo passeio. O menor dos males era a aceitação destes delírios improváveis. O pior era caminhar às cegas pelas ruas sem um fio de luz a crescer na infância. […]
Nº Páginas: 136
Sinopse:
"[…] ao lado de alguns dos mais belos poemas de amor do nosso tempo, em Manuel Alegre encontramos frequentemente profundas meditações sobre o sentido da vida, do destino e da morte, a fragilidade e a precariedade da existência, as vivências dramáticas do exílio e da saudade, a emigração intelectual na linha da Lusitânia do Bairro Latino de António Nobre... Mas não esqueçamos também os poemas em que a caça e/ou a pesca são tantas outras metáforas da realização do trabalho poético e da busca do lugar para a palavra poética no seu entrosamento com a vida e a natureza. Nas suas prosódias de subtis variações rítmicas e rimáticas, de vasto fôlego ou de delicada inspiração, recordarei ainda, muito rapidamente, as inflexões dramáticas que Manuel Alegre recupera da grande poesia grega de Homero a Kavafis, as inflexões épicas e líricas que permitem a recuperação de tantos acentos genuinamente camonianos na sua poesia de amor, as saborosas combinações de poesia cultivada e de poesia popular que encontramos nas redondilhas de muitas das suas trovas." "Vasco Graça Moura, (in texto de apresentação de A Sombra)"
Nº Páginas: 896
Sinopse:
Plano Nacional de Leitura Livro recomendado para o Ensino Secundário como sugestão de leitura. Esta edição segue o estabelecimento de texto efectuado por Gastão Cruz e Teresa Belo, passando o presente volume a constituir a edição de referência da poesia de Ruy Belo. Respeitou-se o critério de iniciais maiúsculas e minúsculas usado nas últimas edições de cada livro publicadas em vida do autor. EPÍGRAFE PARA A NOSSA SOLIDÃO Cruzámos os nossos olhos em alguma esquina Demos civicamente os bons dias: Chamar-nos-ão vais ver contemporâneos
Nº Páginas: 272
Sinopse:
O volume "Todos os Poemas", editado em 2000 (Assírio & Alvim) e há muito esgotado, é agora reeditado em três volumes, respeitando a organização que o autor tinha originalmente concebido. Esta edição segue o estabelecimento de texto efectuado por Gastão Cruz e Teresa Belo. A revisão do texto agora concluída obedece às normas ortográficas vigentes, excepto nos casos em que as opções do autor são um desvio intencional a essas normas, passando o presente volume a constituir a edição de referência da poesia de Ruy Belo.
Nº Páginas: 280
Sinopse:
O volume "Todos os Poemas", editado em 2000 (Assírio & Alvim) e há muito esgotado, é agora reeditado em três volumes, respeitando a organização que o autor tinha originalmente concebido. Esta edição segue o estabelecimento de texto efectuado por Gastão Cruz e Teresa Belo. A revisão do texto agora concluída obedece às normas ortográficas vigentes, excepto nos casos em que as opções do autor são um desvio intencional a essas normas, passando o presente volume a constituir a edição de referência da poesia de Ruy Belo.
Nº Páginas: 192
Sinopse:
"Todos os Nomes São Sobre Amor" é uma obra poética e encantadora que nos leva a uma viagem através das palavras e da essência dos nomes próprios. Escrito pela autora Filipa do Canto Araújo, este é o livro há muito esperado, que transforma os nomes de cada um de nós em autênticas manifestações de emoções e sonhos. Filipa do Canto Araújo conquistou o coração de muitos de nós nas redes sociais, onde se tornou conhecida por partilhar os seus textos sobre amor. com uma escrita envolvente e sensível, a autora dá vida a cada nome, revelando as profundezas da identidade e do amor. Nas páginas de "Todos os Nomes São Sobre Amor", encontramos definições que transcendem e nos falam de conceitos como Liberdade, Coragem ou Família. Cada nome próprio é uma história, uma experiência, um sentimento. Um nome é luz que nos aquece, é esperança, é emoção e lembrança de dias bonitos. Este livro é uma jornada literária que o levará a redescobrir a beleza e a profundidade das palavras, e que celebra o Amor.
Nº Páginas: 280
Sinopse:
"Todo Amor" reúne cartas, crónicas, poemas e letras de canções de um dos grandes poetas da nossa língua, compondo um painel admirável e emocionante, onde cabem a alegria, a tristeza, o ciúme, a devoção absoluta, o arrebatamento e o arrependimento, o perdão e a traição, a ameaça do fim e a ética de um sentimento que inclui toda a Humanidade. Aqui está o Vinicius de sempre, como nunca o vimos. Aqui está o amor de sempre com uma nova intensidade.
Nº Páginas: 400
Sinopse:
Plano Nacional de Leitura Livro recomendado para o Ensino Secundário como sugestão de leitura. Corria o ano de 2001 quando a Assírio & Alvim publicou a primeira edição da Poesia Reunida de Manuel António Pina. Pouco depois escrevia Eduardo Prado Coelho no Público: "Talvez agora, no momento em que a Assírio & Alvim publica a Poesia Reunida de Manuel António Pina, estejamos em condições de poder afirmar que nos encontramos perante um dos grandes nomes da poesia portuguesa actual. Uma extrema delicadeza pessoal, uma discrição obsessiva, uma cultura ziguezagueante e desconcertante, mas sempre subtil e envolvente, um sentido profundo da complexidade da literatura, e também, sobretudo, da complexidade da vida, têm talvez impedido a descoberta plena e mediática deste jornalista e homem de letras também voltado para os jogos mais leves e embaladores da literatura infantil. Contudo, torna-se imperioso dizê-lo agora: este tom deliberadamente menor sustenta uma obra maior da literatura portuguesa". A edição que agora se apresenta, numa belíssima edição encadernada e substancialmente ampliada, inclui todo o trabalho poético do autor de 1974 a 2011. Todas as Palavras de Manuel António Pina
Nº Páginas: 128
Sinopse:
Titânia, diz a mitologia, é a rainha dos fogos, esposa de Oberon que, enfeitiçada e seduzida pelo tecelão da cabeça de burro, descobre em Sonho de uma Noite de Verão a humildade do amor. Neste livro, o princípio era o verso a fazer-se carne e esta ascende na actual versão, e na parte final, à mais sábia literatura. Assim, toda a linguagem em Titânia progride conforme as leis e os desejos do corpo, sobe da rua ao céu com inesperada facilidade, recolhe fragmentos do chão e frases de palácio, «imita o movimento das marés», convive com os deuses e os passageiros sempre com uma visão superior de seres que voam ou que «eram belos demais para ficarem à porta do destino.»
Nº Páginas: 80
Sinopse:
Neste poema autobiográfico (e de balanço de vida) escrito por altura do seu sexagésimo aniversário à maneira de um testamento, Vasco Graça Moura vai buscar inspiração à matriz de François Villon, poeta maldito da Idade Média francesa, mais concretamente ao seu poema "Le testament". Inicia-se este (de 1461) com a referência de Villon ao seu trigésimo aniversário ("en l’an de mon trentième âge"). Graça Moura replica-o (dobrando o número de anos) no primeiro verso deste livro, em que se lê "no ano em que sou duplo trintão". Estas baladas cantam os amores, trabalhos, filhos, amigos, inimigos, a cidade natal, o ofício literário, a paixão pela pintura e a sua natureza mais íntima. No ano em que se completam cinco anos desde a morte de Vasco Graça Moura, e no ano em que completaria 77 anos, a Quetzal recupera este extraordinário poema cheio de humor, autoironia e ternura.
Nº Páginas: 160
Sinopse:
Teresa Rita Lopes é uma das pessoanas que animam o nosso meio académico e ensaístico e procurou sempre formas criativas e inovadoras de manter intenso e renovado o interesse dos leitores pela obra múltipla deste génio que foi muitos sendo apenas um.
Nº Páginas: 80
Sinopse:
A primeira parte do novo livro de poesia de José Tolentino Mendonça abre com esta epígrafe de Gloria Anzaldúa: "Penso na fronteira como o único ponto da terra que contém todos os outros lugares dentro de si". Mote para uma poderosa reflexão sobre o amplo significado da palavra fronteira, nas suas múltiplas dimensões e como metáfora emblemática da humanidade, ontem como hoje. Ponto de partida para viagens por terras e cidades, por tempos passados e presentes, peregrinando pelos lugares da amizade, pela solidão, pelo silêncio, pelo corpo. MÃOS VAZIAS Mãos vazias são salva-vidas para tempos difíceis uma afeição a salvo dos especuladores o seu vazio é uma pedra e se observares bem ela flutua as mãos vazias são selvagens na sua beleza duras mesmo se vulneráveis são o esconderijo ideal para guardares relâmpagos e verdades ferozmente concisas as mãos vazias esperam não o fim mas a fresta alagadas na ferrugem e preferem enlouquecer a acreditar que a realidade é só aquilo que se vê
Nº Páginas: 112
Sinopse:
NOVO TÍTULO DA COLECÇÃO DE POESIA DIRIGIDA POR PEDRO MEXIA. Rosa Oliveira venceu o Prémio Pen Clube Primeira Obra com o livro Cinza, publicado em 2013 pela Tinta-da-china. "Nunca a poesia de Rosa Oliveira se desliga da prosa do mundo, por mais que ouse alguns flirts com algo que a supera. Ela pratica, de certo modo, uma arte do recuo, traça com grande racionalidade os seus territórios, acaba por ser uma elegia da própria poesia, quase um túmulo do poeta que se vê obrigado a declinar os seus tempos sombrios como "uma longa marcha para a mediania"." -António Guerreiro, Público. "Rosa Oliveira usa a alusão, a colagem, a sabotagem semântica e o sarcasmo para descrever mudanças, instantes, hiatos irrecuperáveis, tempos perdidos, maravilhas banais da nossa idade." -Pedro Mexia Rosa Oliveira venceu o Prémio Pen Clube Primeira Obra com o livro Cinza, publicado em 2013 pela Tinta-da-china.
Nº Páginas: 344
Sinopse:
Os cento e cinquenta e quatro (154) sonetos de William Shakespeare na sua versão integral traduzidos pelo poeta, ensaísta e grande tradutor dos clássicos Vasco Graça Moura. "Nos Sonetos, o tempo trai a beleza e as pompas, a velhice trai a juventude, o amigo trai o amigo, o homem trai a mulher, a mulher trai o homem, a tristeza e o desânimo traem a alegria, a decadência trai a pujança, a escassez trai a abundância, os sentimentos são traídos... Todas essas situações de falha e de carência são regeneradas pelo estro poético, erguido contra tudo e contra todos, contra o Tempo, contra a sociedade, contra o próprio eu que anima estes poemas nos vários subciclos que integram a série. "toda a panóplia maneirista se encontra presente, nos adereços, como o espelho, o relógio, o instrumento musical, no sentimento da voracidade do Tempo e na sensação de efemeridade e decadência de tudo, na melancolia humoral, na falta angustiada vivida pela ausência ou distância do ser amado, na presença da morte a recortar-se, nas alusões à doença e à sepultura, no dilaceramento de raiz misógina que não impede uma relação erótica fortíssima com a Dark Lady, na dialéctica entre verdadeiro e falso, fidelidade e perjúrio, beleza e fealdade, nas próprias variações e transições temáticas de uns sonetos para os outros. Esses tópicos combinam-se com uma textura muito rica do real, pelas comparações e metáforas, pelas notações concretas, pelo surpreender de um gesto, de um movimento, de uma atitude, e recorrem a um vocabulário ligado constantemente a experiência da vida, seja ele de matriz legal, contratual, económica, militar, arquitectónica, marítima, astronómica, mitológica, doméstica, artesanal, palaciana, etc., etc.?
Nº Páginas: 192
Sinopse:
Escritos nas primeiras décadas do século XX, os sonetos de Florbela são a expressão poética da paixão sensual e da confissão feminina. Simultaneamente pujante e frágil, a poetisa revela, por vezes de forma egocêntrica e narcisista, uma feminilidade intranquila e insatisfeita, imersa na Dor e no Amor. Influenciada por poetas como António Nobre ou Antero de Quental, Florbela revelou-se pouco permeável aos grupos e movimentos literários da época e construiu uma estética própria, pautada por um discurso poético veemente, descomplexado e livre de constrições sociais.
Nº Páginas: 72
Sinopse:
«Volto às palavras iniciais: este é o mais fascinante livro da nossa poesia, a suprema festa da língua. E não apenas isso: estão aqui alguns dos raros versos — como dizer? — que participam da respiração do mundo e da pulsação das estrelas. Temos de pensar em nomes máximos, Virgílio, Dante, Shakespeare, S. João da Cruz, para encontrar igual esplendor. Igual, não maior. E não são exageros nacionalistas, que nunca tive, nem creio que venha a ter.» [Eugénio de Andrade]
